Andando sem rumo em um shopping deparei-me com uma feira de livros e então percebi que não estava tão sem rumo quanto pensava. Eu não sabia o que olhar, o que comprar e nem porquê, mas sabia que não sairia dali sem nada nas mãos. Quando encontrei um livro, perdido e único, dentre uma indecisão e outra de autores que eu sabia que com certeza o livro seria bom. Capa colorida com uma gaveta de madeira desenhada. O que teria ali dentro? Não conhecia a autora, e mesmo assim arrisquei na compra. Ao chegar no caixa tive a primeira de muitas surpresas, o livro custava apenas R$9,99.
Feliz da vida fui para casa, mal sabendo o quanto tinha feito uma boa compra. O nome dela é Cláudia Laitano, jornalista de Porto Alegre e uma cronista de "mão cheia".
Depois da leitura notei que tudo aquilo tinha sido uma surpresa pra mim, e desde então decidi apostar mais em coisas que eu não conheço.
O livro se chama "Agora eu era", e retrata crônicas do cotidiano e assuntos polêmicos que foram manchetes tempos atrás. Mas o que mais me intrigou é que nos tempos atuais em o que dinheiro vale tão pouco, é possível fazer uma boa compra por apenas R$9,99. Claro que o livro merecia mais, o trabalho da autora merecia mais, mas se diminuir o preço é a melhor forma de levar cultura para uma população que apesar de "moderna" se mostra tão "humilde", que venham mais e mais feiras de livros por esse preço e eu com certeza estarei presente na maioria delas.
" Fiquei pensando em como todas as histórias de amor são parecidas - e como observar erros e acertos alheios não nos ensina a amar mais ou melhor - (...)
Vivemos a época da auto-exposição e do voyeurismo. Para cada maluco querendo se mostrar, há outros dois milhões dispostos a espiar. Mas se existe alguma diferença entre as trevas e a luz, entre o tá-e-daí e o que pode nos levar a pensar é a possibilidade de extrairmos algum sentido de outras experiências individuais. Algo que ilumine um pouco nosso repertório comum de perplexidades e, com sorte,
nos ofereça alguma pista sobre a intricada arte de reinventar a roda."
Trecho retirado da crônica "A roda" de Cláudia Laitano
É tempo de mudança. Mas antes de isso ser dito por nós, essa mudança tem de ser realizada dentro de nós! Na nossa mente e em nossos corações.
Mudanças da boca pra fora funcionam tanto quanto apagar o telefone do ex do celular, sabendo que você tem o número decorado na mente.
Nossa memória é quem mais nos trai durante toda a vida, mesmo quando se quer não lembrar, ela não nos permite esquecer. Acredito que muitas pessoas começam a cada manhã uma nova luta contra tudo o que sentem e pensam enquanto suas memórias insistem em reviver.
É preciso manter o coração aberto, evitar se preocupar com coisas que sabemos que são passageiras.
Um dia ruim dura no máximo 24h e depois você tem muito tempo pra tentar ser feliz.
A vida é muito mais que algo ruim, uma notícia triste ou alguém que foi embora.
É preciso olhar em volta, abrir os olhos, viver com o coração.
A cabeça foi feita só pra pensar, e sinceramente pensar só é válido nas provas de física e matemática.
A maior parte da vida, a gente passa vivendo. E viver é uma coisa que muita gente ainda precisa aprender. Não se julgue, não se cobre. Ninguém é 100% bom, niguém é 100% certo.
As escolhas erradas que fazemos durante a vida, podem nunca fazer sentido algum,
a não ser que fizemos o que nos deu vontade e fomos felizes naquele momento.
E a vida é feita de momentos, e desses momentos só os realmente marcantes ficarão na lembrança.
Hoje é sexta- feira, mas pode ser “A”sexta-feira se você quiser...
Faça valer a pena, a vida é uma só.
Efeito: Produto, resultado de uma ação; conseqüência: não há efeito sem causa.
Impressão produzida no espírito, na sensibilidade: efeito de um discurso.
Resultado. Acto, que procede de um agente qualquer.
Pensar na palavra "efeito" e caracterizá-la com um significado qualquer, lógico e dentro dos padrões é fácil.
Quero conhecer é gente que traduza essa palavra na alma.
Os efeitos das coisas em nossa vida, o efeito de um olhar, o efeito de uma música,
de um poema, de uma saudade.
Sabendo que efeito, nem sempre é algo bom, tenha a certeza de que algum efeito você causa nas pessoas.
Efeito este que pode ser desde o " tanto faz" até o "faz toda a diferença".
Efeito é o tipo de coisa que não guardamos no cérebro, ou no coração (isso mesmo, coração).
Os efeitos ficam na alma, te lembram um gosto, um cheiro, um sorriso. Lembranças da alma, não podem sequer ser comparadas às lembranças cerebrais. Lembranças cerebrais são pontuais, estratégicas, lógicas, tem sempre um fundamento, sabem de onde vem. Sabem pra onde vão. Lembranças da alma te pegam as 20h de uma quinta-feira, e você - querido amigo - não consegue escapar.
Esta semana vi uma garota, bonita, de vinte e poucos anos, chorando dentro de um ônibus.
Eu estava de longe, era noite, fazia frio e ela estava sozinha. Segurava a bolsa no colo e um livro nas mãos, e passava a manga do casaco por baixo do óculos secando as lágrimas. Até que uma hora ela se cansou, deixava-as cair. Parecia não se importar com quem estivesse por perto, chorava sua dor, quieta.
Segurei minha curiosidade (que não é pouca), queria saber o que estava acontecendo, queria ajudar, queria abraça-la, queria saber se a vida era mais "justa" comigo ou com ela.
Eu não sei o que doía naquela garota, não sei o porquê, mas sei que era forte. E por isso toda aquela dor.
A garota era forte, parecia cansada, mas tinha cara de que sabia que seguir em frente é sempre o melhor a ser feito.
Estava na cara a luta travada ali, entre a dor e a própria menina, porque que eu sabia - e todos daquele ônibus - que ela não ia se entregar tão fácil.
Sei que eu desci do ônibus e ela ficou, ou foi ela quem desceu e eu fiquei, ou nós duas ainda estamos lá, ou a dor que ficou. Talvez eu trouxe essa menina comigo, dei-lhe um banho e um café quente. Dei-lhe um abraço e um bom livro. Dei-lhe um sorriso e um edredon. Ou então ela quem me levou, deu-me colo e cafuné. Deu-me esperança e um cigarro. Deu-me conselhos e carinho.
Eu sinto ela comigo, como se fossemos uma só. E é isso que eu falo sobre efeito, o que eu sinto agora, o que eu senti quando vi a menina. Sem explicação, efeito é sentimento. Nada mais. Pra quê mais? pra nada.
Tenho uma alma, repleta de efeitos que a vida deixou em mim, algumas pessoas, alguns momentos.
Alguns mais devastadores que outros, é claro. Destrutivos, confusos, esperançosos.
De todos eles, tenho um do qual fujo toda manhã. Alguém. Efeito esse, de que não me livro, não me esqueço e entender eu sei que não consigo. Efeito que me segue, me guia, faz de mim algo que nem eu mesma sei.
Mas acredito que "as grandes pessoas" não sabem de si, não sabem nada.
Elas sentem.
Sentem como eu, sentem como a menina do ônibus. Vivem dos efeitos que causam nelas.
Vivem por causar efeito nas pessoas.
Geralmente causam muito, ódio ou amor.
Meio termo não causa efeito.
Meias coisas, meias causas, meias verdades, fazem meias diferenças.
Bom é ser repleto, completo. Bom mesmo é ser efeito, causar efeito.
Existir sozinho é egoísmo, efeito é dividir, completar.
Deixar-se ser causa, deixar-se ser motivo, vontade, perda de tempo.
Ser ação, ser resultado da ação.
Viver, e ser efeito na vida de alguém, depois aprender a ver nisso o efeito que a vida tem.