COMPROMETIMENTO
Ontem eu descobri o grande problema do mundo, o egoísmo.
As pessoas se esqueceram do outro, esqueceram do vizinho, esqueceram do amigo,
esqueceram do irmão.
"Se ta bom pra mim, porque vou me importar se ta ruim pra você?"
E assim caminha a humanidade...
Hoje em dia é cada um por si, e Deus por todos. Amém.
E bobo de quem ainda pensa no outro antes de fazer alguma coisa.
É, sou boba. Boba pra caramba.
As pessoas juram sentimentos pra outras pessoas mas não se comprometem com o que dizem.
"Eu te amo, mas se a gostosa da academia me der mole, já era."
"Eu nunca vou te deixar, mas se meu ex me telefonar, volto correndo."
"Você é minha amigona, mas se o Pedrinho me ligar eu vou sair com ele,
até porque vocês nem conversam mais né?"
"Vamos morar juntos, mas se aquela vaga de emprego em Fortaleza der certo,
tô arrumando minhas malas."
E o outro? Como fica?
E toda a água suja de egoísmo, palavras ditas por impulso, palavras não sentidas,
promessas não cumpridas, escorre ralo abaixo.
Nossas palavras possuem força e ganham a imensidão do mundo depois que saem de nossas bocas.
"Pensar duas vezes antes de falar, pensar mil vezes antes de fazer."
É isso. É isso que tá faltando no mundo.
As pessoas fazem coisas, cometem erros e depois dizem "Na hora eu nem pensei."
Animais não pensam, e a diferença entre humanos e animais é justamente essa.
Mas acredito que algumas pessoas nasceram na espécie errada.
Ou usam do "impulso" como desculpa para cometer erros.
Se não sentir, não fale. Se não amar, não iluda.
Não prometa coisas que não vá cumprir. Só faça coisas que vão te acrescentar.
Magoar alguém hoje por quinze minutos mal lembrados amanhã, pra quê? Porquê?
Viva a sua vida, mas saiba que pessoas fazem parte dela.
Suas histórias, seus momentos, suas lembranças, são feitas de relações com o próximo.
O mundo é uma gigante sociedade, onde tudo e todos estão interligados.
É impossível viver sozinho. Por isso, pense no próximo. Ninguém merece ser magoado.
Conheça seus pais, seus primos, seus amigos. Tente entender o que faz eles se sentirem felizes,
tente evitar o que faz eles sentirem-se tristes. Aceite.
Cada pessoa tem um jeito de levar a vida. E é isso que falta nas relações atuais, COMPROMETIMENTO e aceitação com o modo em que o próximo leva a vida. Algumas pessoas sofrem porque milhares de crianças passam fome na África, outras porque foram traídas pelos namorados. A intensidade da dor ninguém sabe, mas é preciso compreender. O que dói em mim, pode nunca doer em você.
domingo, 2 de dezembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Aquela dorzinha
A verdade é que todo mundo carrega uma dor, e a minha não é só por ser sexta-feira e estar chovendo, é mais... é muito mais. Acho que vem de anos atrás, lá por volta de quando eu nasci, ou lá por volta da hora que eu vi que nem tudo na vida seria fácil e bonito.
Acontece uma coisa triste e a gente chora, acontece uma coisa desagradável e a gente diminui 70% do sorriso, as vezes a gente tira ele do rosto e guarda na bolsa “Fica pra outra hora.” É assim com todo mundo. Briga com a mãe, tira nota baixa na prova, perde o ônibus, é assaltada, sua amiga beija o menino que você gosta, torce o pé, etc... E depois disso você quer um bom edredom quente e um travesseiro que em vinte minutos ficará encharcado de lágrimas. Ai sempre vai ter um bom amigo pra dizer “Você tem uma casa, tem uma família, tem amigos, tem duas pernas e dois braços, pare de reclamar da vida”.
Nesse momento seu status passa de triste para: triste e com raiva.
Tudo bem, tem gente que não tem teto, não tem o que comer, não tem os movimentos das pernas, não tem visão... Tá certo, obrigada meu Deus por tudo.
Mas e aquela nossa dorzinha? Essa que cutuca todo dia antes de dormir. Parece saudade, parece sufoco, parece sem nome. Sempre vai faltar alguma coisa, um buraco na alma, algo sem preço, algo que ficou pra trás... E de repente no meio da tarde você quer chorar. “Você não tem motivo” as pessoas vão dizer.
Seu melhor amigo vai gritar no seu ouvido “Para de chorar, você tem tudo e fica ai reclamando”.
Posso falar? responda assim: Tenho tudo, por isso choro. Sentimentos estão inclusos nesse “tudo” que você diz que eu tenho.
Hoje eu chorei hoje na fila do banco, sem vergonha, chorei de soluçar. Todo mundo me olhava pensando “Ih, tá grávida”, “Ih, brigou com o namorado” , “Ih, tá devendo o banco” e eu chorava pensando “Ih, que se f*#@ a coisa toda”.
Tem horas que a gente cai na real, e vê que a “real” não é exatamente o que a gente queria. É complicado! Então de repente uma mulher veio me perguntar porque eu tava chorando, ai eu disse: meu avô morreu. Não queria matar meu avô, até porque nem posso. Ele já morreu, meus dois avôs. Tudo bem que eles morreram há anos, eu nem conheci um e o outro eu era bem pequena quando ele morreu, mas às vezes eu só resolvi chorar agora. As vezes só foi doer agora. As vezes essa mulher tem mais é que cuidar da vida dela. Explicar a verdade pra mulher ia ser mais complicado. Calei-me. Limpei o rosto, esperei minha vez, paguei o cartão de crédito e a vida seguiu...
Tem horas que a dorzinha cutuca forte, ai não tem como segurar o choro. E eu choro, choro muito, nasci chorando né? Esqueceram de me ensinar a hora de parar. O que eu sei, é que apesar de ter tudo, casa, comida e roupa lavada, eu carrego dores em mim. Dores por eu ser exatamente do jeito que sou, por esperar coisas das pessoas e por sempre, sempre, sempre me decepcionar. Todo mundo tem sua dorzinha escondida, ou até bem escancarada lá dentro de nós. Meu grande problema é que ela dói mais em dias de chuva. E o verão tá ai né? E chove sem parar. Dá licença, to indo na rua comprar uns lencinhos.
A verdade é que todo mundo carrega uma dor, e a minha não é só por ser sexta-feira e estar chovendo, é mais... é muito mais. Acho que vem de anos atrás, lá por volta de quando eu nasci, ou lá por volta da hora que eu vi que nem tudo na vida seria fácil e bonito.
Acontece uma coisa triste e a gente chora, acontece uma coisa desagradável e a gente diminui 70% do sorriso, as vezes a gente tira ele do rosto e guarda na bolsa “Fica pra outra hora.” É assim com todo mundo. Briga com a mãe, tira nota baixa na prova, perde o ônibus, é assaltada, sua amiga beija o menino que você gosta, torce o pé, etc... E depois disso você quer um bom edredom quente e um travesseiro que em vinte minutos ficará encharcado de lágrimas. Ai sempre vai ter um bom amigo pra dizer “Você tem uma casa, tem uma família, tem amigos, tem duas pernas e dois braços, pare de reclamar da vida”.
Nesse momento seu status passa de triste para: triste e com raiva.
Tudo bem, tem gente que não tem teto, não tem o que comer, não tem os movimentos das pernas, não tem visão... Tá certo, obrigada meu Deus por tudo.
Mas e aquela nossa dorzinha? Essa que cutuca todo dia antes de dormir. Parece saudade, parece sufoco, parece sem nome. Sempre vai faltar alguma coisa, um buraco na alma, algo sem preço, algo que ficou pra trás... E de repente no meio da tarde você quer chorar. “Você não tem motivo” as pessoas vão dizer.
Seu melhor amigo vai gritar no seu ouvido “Para de chorar, você tem tudo e fica ai reclamando”.
Posso falar? responda assim: Tenho tudo, por isso choro. Sentimentos estão inclusos nesse “tudo” que você diz que eu tenho.
Hoje eu chorei hoje na fila do banco, sem vergonha, chorei de soluçar. Todo mundo me olhava pensando “Ih, tá grávida”, “Ih, brigou com o namorado” , “Ih, tá devendo o banco” e eu chorava pensando “Ih, que se f*#@ a coisa toda”.
Tem horas que a gente cai na real, e vê que a “real” não é exatamente o que a gente queria. É complicado! Então de repente uma mulher veio me perguntar porque eu tava chorando, ai eu disse: meu avô morreu. Não queria matar meu avô, até porque nem posso. Ele já morreu, meus dois avôs. Tudo bem que eles morreram há anos, eu nem conheci um e o outro eu era bem pequena quando ele morreu, mas às vezes eu só resolvi chorar agora. As vezes só foi doer agora. As vezes essa mulher tem mais é que cuidar da vida dela. Explicar a verdade pra mulher ia ser mais complicado. Calei-me. Limpei o rosto, esperei minha vez, paguei o cartão de crédito e a vida seguiu...
Tem horas que a dorzinha cutuca forte, ai não tem como segurar o choro. E eu choro, choro muito, nasci chorando né? Esqueceram de me ensinar a hora de parar. O que eu sei, é que apesar de ter tudo, casa, comida e roupa lavada, eu carrego dores em mim. Dores por eu ser exatamente do jeito que sou, por esperar coisas das pessoas e por sempre, sempre, sempre me decepcionar. Todo mundo tem sua dorzinha escondida, ou até bem escancarada lá dentro de nós. Meu grande problema é que ela dói mais em dias de chuva. E o verão tá ai né? E chove sem parar. Dá licença, to indo na rua comprar uns lencinhos.
domingo, 4 de novembro de 2012
Meus filhos
Outro dia minha mãe me perguntou se eu quero casar e ter filhos, sim eu quero. E quero que sejam bem desobedientes. Ela riu, mas acho que não entendeu o que eu quis dizer. É claro que minha preocupação vai ser o dobro da preocupação de quem tiver aqueles filhos que abaixam a cabeça pra tudo, mas não me importo. Eu quero ser questionada do porque de minhas decisões, do porque eu digo sim pra uma coisa e não pra outra. Eu quero que eles demonstrem suas vontades, que eles fiquem bravos comigo, que eles gritem, que eles tentem me convencer, que eles errem e lá na frente que eles compreendam que eu eduquei eles pra vida e não pra mim. O mundo é muito mais difícil da porta da sala pra fora. Tem gente que não gosta de você, gente que tem inveja, gente que é egoísta, gente ruim. Tá cheio de gente ruim aí fora. E principalmente eu quero que meus filhos saibam distinguir, que eles saibam separar o que vale a pena do que é irrelevante. Quero que eles amem intensamente, que corram atrás do que fizer eles felizes, que eles sonhem. Mas que acordem na hora que perceberem que a vida chama por eles. Quero que eles mergulhem bem fundo nas suas decisões, que expressem seus sentimentos e que tenham acima de tudo força. Força para superar os dias ruins, força para perceberem que apesar de todos os apesares a vida sempre vai valer a pena.
Outro dia minha mãe me perguntou se eu quero casar e ter filhos, sim eu quero. E quero que sejam bem desobedientes. Ela riu, mas acho que não entendeu o que eu quis dizer. É claro que minha preocupação vai ser o dobro da preocupação de quem tiver aqueles filhos que abaixam a cabeça pra tudo, mas não me importo. Eu quero ser questionada do porque de minhas decisões, do porque eu digo sim pra uma coisa e não pra outra. Eu quero que eles demonstrem suas vontades, que eles fiquem bravos comigo, que eles gritem, que eles tentem me convencer, que eles errem e lá na frente que eles compreendam que eu eduquei eles pra vida e não pra mim. O mundo é muito mais difícil da porta da sala pra fora. Tem gente que não gosta de você, gente que tem inveja, gente que é egoísta, gente ruim. Tá cheio de gente ruim aí fora. E principalmente eu quero que meus filhos saibam distinguir, que eles saibam separar o que vale a pena do que é irrelevante. Quero que eles amem intensamente, que corram atrás do que fizer eles felizes, que eles sonhem. Mas que acordem na hora que perceberem que a vida chama por eles. Quero que eles mergulhem bem fundo nas suas decisões, que expressem seus sentimentos e que tenham acima de tudo força. Força para superar os dias ruins, força para perceberem que apesar de todos os apesares a vida sempre vai valer a pena.
sábado, 20 de outubro de 2012
Sem chance de dar certo
Eu queria muito conversar com o autor da frase "Querer é poder" e juro que apesar de qualquer argumento não concordaria com ele. Quanta coisa a gente quer e a gente não pode? Muitas.
Eu quero ser rica, famosa, morar em Paris, casar, ter três filhos e um marido romântico. E daí?
E daí que não posso. Pelo menos não imediatamente.
A verdade é que existem coisas que nasceram pra não dar certo.
Você fala em ser médica desde os 4 anos de idade, tenta o vestibular cinco vezes e não consegue.
Faz farmácia e se dá super bem com o pessoal da sua sala.
E daí? Daí que a medicina era sem chance de dar certo.
Você viaja e conhece um carinha super legal, ele tem os mesmos gostos que você, mora na sua cidade e te trata como uma princesa. Na segunda- feira ele some.
E daí? Daí que esse romance era sem chance de dar certo.
E quem escolhe se vai dar certo ou não? Deus? Destino? Maktub? (palavra árabe de significado: Já estava escrito). Tanto faz. Mas não foi você quem escolheu.
Senão seria a mais nova caloura da medicina, senão na terça-feira o carinha teria telefonado.
Portanto quem disse que querer é poder? Faz-me rir.
Fora isso existem aquelas coisas que você já começa sabendo que vai dar errado. O cara é um galinha, traía a ex - namorada, dá em cima das suas amigas, te liga uma vez por ano e você ainda acha que ele gosta de você? Você acha que com você vai ser diferente? Não, no fundo você sabe que é sem chance de dar certo. E mesmo assim você tenta, mesmo assim você continua, você chora, você liga, você se envolve, cada dia mais. Porquê?
Se eu pudesse dar um conselho para as pessoas não diria nada além de minha experiência própria, se com aquele cara que era seu amigo, que gostava das mesmas coisas que você e tinha tudo pra dar certo, não deu. O que te faz pensar que com aquele outro que tem tudo pra dar errado, vai dar certo? Milagre, muita fé em Deus ou as comédias românticas já estão afetando sua visão do mundo real?
Mas tudo bem, vai lá! A vida é risco. Eu cansei.
Sei que ninguém vai bater na minha porta com um buquê de flores dizendo: Você é a mulher da minha vida! (Até em novela faz tempo que eu não vejo isso). Mas o que eu sei é que tem muita gente por ai com meu telefone, meu e-mail, meu endereço. Então quem quiser, que apareça.
Eu queria muito conversar com o autor da frase "Querer é poder" e juro que apesar de qualquer argumento não concordaria com ele. Quanta coisa a gente quer e a gente não pode? Muitas.
Eu quero ser rica, famosa, morar em Paris, casar, ter três filhos e um marido romântico. E daí?
E daí que não posso. Pelo menos não imediatamente.
A verdade é que existem coisas que nasceram pra não dar certo.
Você fala em ser médica desde os 4 anos de idade, tenta o vestibular cinco vezes e não consegue.
Faz farmácia e se dá super bem com o pessoal da sua sala.
E daí? Daí que a medicina era sem chance de dar certo.
Você viaja e conhece um carinha super legal, ele tem os mesmos gostos que você, mora na sua cidade e te trata como uma princesa. Na segunda- feira ele some.
E daí? Daí que esse romance era sem chance de dar certo.
E quem escolhe se vai dar certo ou não? Deus? Destino? Maktub? (palavra árabe de significado: Já estava escrito). Tanto faz. Mas não foi você quem escolheu.
Senão seria a mais nova caloura da medicina, senão na terça-feira o carinha teria telefonado.
Portanto quem disse que querer é poder? Faz-me rir.
Fora isso existem aquelas coisas que você já começa sabendo que vai dar errado. O cara é um galinha, traía a ex - namorada, dá em cima das suas amigas, te liga uma vez por ano e você ainda acha que ele gosta de você? Você acha que com você vai ser diferente? Não, no fundo você sabe que é sem chance de dar certo. E mesmo assim você tenta, mesmo assim você continua, você chora, você liga, você se envolve, cada dia mais. Porquê?
Se eu pudesse dar um conselho para as pessoas não diria nada além de minha experiência própria, se com aquele cara que era seu amigo, que gostava das mesmas coisas que você e tinha tudo pra dar certo, não deu. O que te faz pensar que com aquele outro que tem tudo pra dar errado, vai dar certo? Milagre, muita fé em Deus ou as comédias românticas já estão afetando sua visão do mundo real?
Mas tudo bem, vai lá! A vida é risco. Eu cansei.
Sei que ninguém vai bater na minha porta com um buquê de flores dizendo: Você é a mulher da minha vida! (Até em novela faz tempo que eu não vejo isso). Mas o que eu sei é que tem muita gente por ai com meu telefone, meu e-mail, meu endereço. Então quem quiser, que apareça.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Uma das coisas boas em ser solteira é o dinheiro que você economiza no dia das crianças, e isso vale até pra quem não tem filhos! Afinal de propaganda enganosa o mundo tá cheio, a gente "adquire" um homem e quando abrimos o "pacote" encontramos uma criança. O mundo tá cheio de insatisfação. Eu quero ver é olhar nos olhos, sair da barra da saia da mãe e ter coragem.
CORAGEM.
CORAGEM.
É só isso que falta pra 99% da população ser feliz, o outro 1% já está aproveitando as coisas que você não teve moral de fazer, querer, ir, rir, viver. Tudo bem, porque quem tiver a moral de "adquirir" a loucura, vai abrir e encontrar a felicidade. :)
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
É preciso esquecer de todas as lágrimas que já caíram, é preciso acreditar que viver é sempre a melhor saída. A dúvida maltrata nossos corações e nos impede de viver grandes sonhos e talvez obter grandes conquistas. Esqueça tudo o que falhou, olhe para frente. Continue. As alegrias mais sinceras só vem depois das dores mais fortes. E dói, dói pra todo mundo.
Não tenha medo, vai na fé.
Olhe o sol, é tudo lindo, é tudo possível, é tudo teu.
Acredite, dias melhores virão.
Acredite, dias melhores virão.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A minha sorte
Ontem antes de dormir joguei minha sorte pela janela, dei um
suspiro e disse bem alto “Vai!”, e ela
foi. Deitei na
cama e rezei baixinho “Deus cuida dela, vai com ela. Faz alguém achar, faz
alguém cuidar, faz alguém se importar”. Depois disso não tive mais notícias, o coração na mão, o
pensamento longe, e meu corpo agitado não conseguiu dormir. Acordei passando
mal, dor de cabeça, tontura, fome,
cansaço, medo. Esse último é o que doía mais. Será que ela voltaria? E se
voltasse, seria sozinha? Não sabia, então preferi não levantar da cama. Talvez por volta de meio dia a sorte estivesse ali, pronta pra ser minha companheira na hora
do almoço. Sei que quando eu a joguei da janela, das duas uma: ou voltava pra
mim, ou alguém tinha achado. Então pensei, será mesmo minha esta sorte, ou será
ela a sorte de alguém?
Levantei para almoçar, nada dela. Nem email, nem carta,
telefonema então? Nem pensar.
Notícia
ruim chega rápido eu disse pra mim mesma, então fui tomar um banho. Eu não
estava me sentindo bem, mas precisei ir na rua resolver uns assuntos. Até que
lá pelas 17h eu avistei uma sorveteria do outro lado da rua, e tive que ir até
lá. Dentre o trânsito caótico desse horário, eu tentando atravessar a rua na
faixa de pedestres lotada de gente com pressa, senti algo batendo em meu rosto.
Não deu tempo nem de piscar. Parei no meio da rua, abaixei e peguei. Era ela.
Voltou pra mim. Ela estava triste, eu também. Guardei na bolsa e fui comprar
meu sorvete.
Eu ainda sorri, conversei com pessoas, consegui
dizer “obrigado”. Disse até “por favor”, segui em frente. Cheguei em casa,
sentei-me no sofá e tirei ela da bolsa. Ela chorava, doía. Dava pra ver que
doía. Eu disse que não queria saber, já sabia demais. O que eu sei é que hoje
ninguém encontrou a minha sorte, ou talvez ninguém encontrou a própria sorte. Fiquei calada por um tempo.
Até que ela me disse baixinho: Deixa eu descansar um pouco, e depois me solta de novo.
Eu sorri e respondi: não. Hoje você vai dormir comigo. Eu, você e essa dor. Eu,
você e tudo o que você viu, e procurou. Você e eu. Só.
Impossível não ficar triste, a tristeza taí o tempo todo na
vida da gente. Tá no leite que a gente derruba de manhã na roupa nova, tá no
trânsito que te faz atrasar no primeiro dia de trabalho, tá no chefe mal
educado que faz uma grosseria com você, tá na amiga que briga com o namorado e
desconta em você, tá no telefonema não atendido, nos planos fracassados, na
calça jeans que não te serve mais. E a gente chora, e rói as unhas, e come um
barra de chocolate, e chora de novo. A gente quer sumir, quer viajar, quer mudar o número do celular, quer engolir certas
palavras e voltar no tempo, quer enfiar a mão dentro do coração e arrancar tudo
o que está lá mas não devia. As pessoas vivem dizendo (inclusive eu), que a
vida ta ai pra ser vivida, que devemos arriscar, etc. Eu sempre falo isso, mas
hoje sei que quando falo isso podem apostar que estou tão de bom humor que devo
esquecer o quanto dói quando as coisas não são como a gente quer. Quem não joga
não ganha, ok. Mas também não perde nada.
Talvez daqui uns dias eu jogue minha sorte por ai de novo,
hoje não. Hoje ela é minha. Hoje tá doendo.
domingo, 2 de setembro de 2012
As mulheres de hoje em dia
Vira e mexe eu tô em algum lugar e escuto alguém falando “As mulheres de hoje em dia...” e depois disso as palavras se repetem como se a humanidade tivesse ensaiado o que dizer. Você já deve saber o que eu vou fazer agora né? Defender, é claro.
Primeiramente acredito que generalizar é o maior erro que as pessoas cometem, ninguém é igual a ninguém. Nenhuma situação é igual, o tempo não é o mesmo, momentos não voltam e também não se repetem. Por isso incluir o “s” e dizer mulheres, é errado e ponto final. Lembre-se que sua mãe, sua avó e sua irmã mais nova são mulheres, então se você generaliza as coisas também está incluindo suas princesinhas nessa lista de devassidão. Alguém lá atrás na história resolveu espalhar ideias de que algumas coisas eram certas e outras não. Depois disso gerações foram criadas acreditando em coisas certas e erradas. Eis que surge a modernidade. Apareceram revolucionárias, mães solteiras, mulheres querendo estudar, trabalhar, beber cerveja. Mulheres entraram na política, agora elas dirigem caminhões, viajam pelo mundo, criam filhos, trabalham de madrugada, sustentam a casa e não casam mais virgens. O quê? É, os tempos mudaram.
Isso é certo? É errado? Quem é que vai saber? Quem é louco de julgar?
Pensando bem, tem muitos loucos por ai.
Antigamente as mulheres eram escravas do pesamento dos seus pais, depois escravas dos seus maridos, sem voz ativa, sem vontades, sem desejos. Hoje em dia elas simplesmente vivem. Elas gritam com os pais desde crianças, desobedecem, acham que estão certas, crescem, escolhem o que querem estudar, amam e casam por amor. Discordam do marido, largam do marido, trocam de marido. Se tornam mães sozinhas, sentam no bar, trocam a lâmpada e ainda lavam, passam e cozinham. Quanta habilidade.
Elas moram sozinhas, vão pra balada, se apaixonam, não se apaixonam, elas gritam, elas tem voz, elas tem direitos, elas estão vivas. VIVAS! E você não pode julgá-las, elas são assim, vítimas das próprias vontades. Elas lutam, elas correm atrás, elas vão em frente, pulam do abismo, se entregam, se jogam, arriscam.

Cada um com a sua vida, cada um cuidando e pagando o preço de suas escolhas. Tinha que ser assim. Tinha, mas não é. Tem sempre alguém pra apontar o dedo, alguém pra dizer “Me falaram que você...”, alguém que não assume o que sente, alguém que critica, que expõe, que te joga lá em baixo e não te ajuda a levantar. A gente devia se amar mais, se cuidar, ajudar um ao outro. Deixar cair pra que o outro aprenda, estender a mão pra que ele se levante. Ajudar. Olhar o erro do outro e parabenizá-lo, sim parabenizá-lo. Sabe porque? Porque era muito mais cômodo ficar sentado no sofá vendo novela e deixar a vida acontecer. Querer, mas querer só um pouco. Porque quando a gente quer muito fica inevitável tomar uma atitude.
Fica inevitável ir atrás, perseguir o sonho. Por isso hoje em dia as pessoas querem pouco, pra poder ficar “esperando acontecer”. Balela. Quando o outro erra eu aplaudo, eu abraço, eu me orgulho. É sinal de que ele foi lá e fez, não deu certo e pronto. Acabou. Agora sim, pode sentar no sofá e ver a novela. Sua parte já foi feita.
A mulherada tá badalando sim, bebendo, beijando, fazendo tudo que os homens sempre fizeram. Errado não, justo. A gente tá tentando ser feliz, só isso. É claro que você pode discordar da atitude de uma ou outra, mas tudo bem. A vida é dela, segue a sua e faz o que você achar certo. Ou melhor, faz o que te faz feliz. Vamos deixar o certo e o errado para as provas de vestibular. Vamos parar de apontar o dedo para as pessoas, parar de julgar, parar de se intrometer no que não pediram nossa opinião. Se alguém disser “Fulana tá grávida”, ao invés de você ficar resmungando pra si mesmo “Tão nova e mãe solteira, coitada”. Pega o telefone, liga pra ela, tenta ajudar em alguma coisa. Mostra pra ela o lado bom, não fica falando do que ela perdeu, do que os outros estão pensando dela. Ela já pensa demais em tudo isso. Hoje é ela, amanhã pode ser você. Quem é que vai saber? Vamos parar de fazer tempestade em copo d’água. Vamos simplificar. Vamos deixar a mulherada pirar, dançar, se divertir. É isso que todo mundo quer, diversão.
Tenha em mente que não são todas que saem por ai fazendo sexo sem sentimento, algumas ainda se importam. Não são todas que pensam que todo homem é cafageste, algumas ainda tem esperança. Não são todas que só se interessam pelo seu cartão de crédito, algumas ainda amam. Mas nenhuma delas está errada. As vezes a vida já deu razões suficientes pra que algumas mulheres façam sexo sem compromisso, pensem que todos são cafagestes e se importem com o seu dinheiro. A gente não sabe. Não sabemos de nada. Essa imensidão de vida, de cores, de coisas, de mundo, de sentimentos que nos é dada quando nascemos a cada dia torna-se uma nova razão dentro de nós. Hoje eu faço isso, amanhã talvez eu não faça mais. Somos humanos, mulheres e homens. Tentando coisas novas a cada dia, sentindo a alegria de dar certo e a decepção do que da errado. E é assim pra todo mundo. Então quando você ouvir alguém dizendo que “as mulheres de hoje em dia...” não dê ouvidos. A gente só quer ser feliz e mais nada.
Vira e mexe eu tô em algum lugar e escuto alguém falando “As mulheres de hoje em dia...” e depois disso as palavras se repetem como se a humanidade tivesse ensaiado o que dizer. Você já deve saber o que eu vou fazer agora né? Defender, é claro.
Primeiramente acredito que generalizar é o maior erro que as pessoas cometem, ninguém é igual a ninguém. Nenhuma situação é igual, o tempo não é o mesmo, momentos não voltam e também não se repetem. Por isso incluir o “s” e dizer mulheres, é errado e ponto final. Lembre-se que sua mãe, sua avó e sua irmã mais nova são mulheres, então se você generaliza as coisas também está incluindo suas princesinhas nessa lista de devassidão. Alguém lá atrás na história resolveu espalhar ideias de que algumas coisas eram certas e outras não. Depois disso gerações foram criadas acreditando em coisas certas e erradas. Eis que surge a modernidade. Apareceram revolucionárias, mães solteiras, mulheres querendo estudar, trabalhar, beber cerveja. Mulheres entraram na política, agora elas dirigem caminhões, viajam pelo mundo, criam filhos, trabalham de madrugada, sustentam a casa e não casam mais virgens. O quê? É, os tempos mudaram.
Isso é certo? É errado? Quem é que vai saber? Quem é louco de julgar?
Pensando bem, tem muitos loucos por ai.
Antigamente as mulheres eram escravas do pesamento dos seus pais, depois escravas dos seus maridos, sem voz ativa, sem vontades, sem desejos. Hoje em dia elas simplesmente vivem. Elas gritam com os pais desde crianças, desobedecem, acham que estão certas, crescem, escolhem o que querem estudar, amam e casam por amor. Discordam do marido, largam do marido, trocam de marido. Se tornam mães sozinhas, sentam no bar, trocam a lâmpada e ainda lavam, passam e cozinham. Quanta habilidade.
Elas moram sozinhas, vão pra balada, se apaixonam, não se apaixonam, elas gritam, elas tem voz, elas tem direitos, elas estão vivas. VIVAS! E você não pode julgá-las, elas são assim, vítimas das próprias vontades. Elas lutam, elas correm atrás, elas vão em frente, pulam do abismo, se entregam, se jogam, arriscam.

Cada um com a sua vida, cada um cuidando e pagando o preço de suas escolhas. Tinha que ser assim. Tinha, mas não é. Tem sempre alguém pra apontar o dedo, alguém pra dizer “Me falaram que você...”, alguém que não assume o que sente, alguém que critica, que expõe, que te joga lá em baixo e não te ajuda a levantar. A gente devia se amar mais, se cuidar, ajudar um ao outro. Deixar cair pra que o outro aprenda, estender a mão pra que ele se levante. Ajudar. Olhar o erro do outro e parabenizá-lo, sim parabenizá-lo. Sabe porque? Porque era muito mais cômodo ficar sentado no sofá vendo novela e deixar a vida acontecer. Querer, mas querer só um pouco. Porque quando a gente quer muito fica inevitável tomar uma atitude.
Fica inevitável ir atrás, perseguir o sonho. Por isso hoje em dia as pessoas querem pouco, pra poder ficar “esperando acontecer”. Balela. Quando o outro erra eu aplaudo, eu abraço, eu me orgulho. É sinal de que ele foi lá e fez, não deu certo e pronto. Acabou. Agora sim, pode sentar no sofá e ver a novela. Sua parte já foi feita.
A mulherada tá badalando sim, bebendo, beijando, fazendo tudo que os homens sempre fizeram. Errado não, justo. A gente tá tentando ser feliz, só isso. É claro que você pode discordar da atitude de uma ou outra, mas tudo bem. A vida é dela, segue a sua e faz o que você achar certo. Ou melhor, faz o que te faz feliz. Vamos deixar o certo e o errado para as provas de vestibular. Vamos parar de apontar o dedo para as pessoas, parar de julgar, parar de se intrometer no que não pediram nossa opinião. Se alguém disser “Fulana tá grávida”, ao invés de você ficar resmungando pra si mesmo “Tão nova e mãe solteira, coitada”. Pega o telefone, liga pra ela, tenta ajudar em alguma coisa. Mostra pra ela o lado bom, não fica falando do que ela perdeu, do que os outros estão pensando dela. Ela já pensa demais em tudo isso. Hoje é ela, amanhã pode ser você. Quem é que vai saber? Vamos parar de fazer tempestade em copo d’água. Vamos simplificar. Vamos deixar a mulherada pirar, dançar, se divertir. É isso que todo mundo quer, diversão.
Tenha em mente que não são todas que saem por ai fazendo sexo sem sentimento, algumas ainda se importam. Não são todas que pensam que todo homem é cafageste, algumas ainda tem esperança. Não são todas que só se interessam pelo seu cartão de crédito, algumas ainda amam. Mas nenhuma delas está errada. As vezes a vida já deu razões suficientes pra que algumas mulheres façam sexo sem compromisso, pensem que todos são cafagestes e se importem com o seu dinheiro. A gente não sabe. Não sabemos de nada. Essa imensidão de vida, de cores, de coisas, de mundo, de sentimentos que nos é dada quando nascemos a cada dia torna-se uma nova razão dentro de nós. Hoje eu faço isso, amanhã talvez eu não faça mais. Somos humanos, mulheres e homens. Tentando coisas novas a cada dia, sentindo a alegria de dar certo e a decepção do que da errado. E é assim pra todo mundo. Então quando você ouvir alguém dizendo que “as mulheres de hoje em dia...” não dê ouvidos. A gente só quer ser feliz e mais nada.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O cara galinha
Quando ele passa todos os olhares são pra ele,
alguns de reprovação, alguns cheios de dúvidas, mas a maioria com jeitinho de
quero mais. E lá vai ele, pronto pra mais uma noitada. O final de semana chegou
galera, e ele, é claro não pode ficar em casa. Beija uma, duas, três, até dá
moral, anda de mão dada. No outro dia é oi e tchau, te vejo no natal. Quem
nunca pegou com certeza já pensou na hipótese e quem já pegou tem três opções:
Amar, odiar ou quem sabe desejar. Não tem como, ele beija bem. Beija bem e é
engraçado. Beija bem, é engraçado, e é bonito. Quem é ele? Você conhece ao
menos um, tá certo ao menos quatro. Senhoras e senhores com vocês... O cara
galinha.
O cara galinha você percebe de longe, lá vem ele de
mão dada com uma, de olho no decote da outra. Telefona pra uma e logo manda
mensagem pra outra. Diz que gosta de uma, mas não perde a chance de conquistar
uma outra. É bem assim,
conquistar uma ou qualquer outra. Ele gosta é da conquista, e ele sabe como
fazer. O cara galinha vai te chamar
de linda mesmo quando o seu cabelo estiver horroroso, vai falar de sentimento
mesmo quando você souber que ele está bêbado, vai falar com suas amigas, vai
mandar recado, vai fazer você querer. E depois, ele vai embora atrás de uma
outra. Quase sempre.
Geralmente ele é cheiroso, tem um abraço beeeeem gostoso e um sorriso lindo que você vai lembrar antes de dormir. Ele vai brincar de esconde- esconde, aparece e some. Vai sorrir e depois te tratar com indiferença, vai ficar com outra na sua frente e depois dizer que estava com saudade. Esse é ele, O cara galinha.
Na maioria das vezes você vai saber que ele está
mentindo, você vai dizer que acredita nele, você vai pensar que está tudo bem e
depois vai ficar querendo mais. Fazer o quê? O cara é bom. Geralmente ele é cheiroso, tem um abraço beeeeem gostoso e um sorriso lindo que você vai lembrar antes de dormir. Ele vai brincar de esconde- esconde, aparece e some. Vai sorrir e depois te tratar com indiferença, vai ficar com outra na sua frente e depois dizer que estava com saudade. Esse é ele, O cara galinha.
Você vai tentar
levar a situação na brincadeira, você vai sorrir e tomar uma cerveja, mas você sabe que
aquela amiga linda que você tem jamais poderá ser apresentada pra ele. Afinal,
você conhece o tipo dele né? Aquele tipo que gosta de qualquer tipo. O cara galinha vai perguntar de você pra sua melhor
amiga, mas antes de ir embora vai dizer “Nossa, você ta linda hoje”. Ele vai te
ver numa festa e vai te dar um abraço bem apertado, depois vai beijar o canto
da sua boca, vai sorrir e vai embora. Ele é assim, ele é galinha.
As 2h da
manhã ele vai aparecer, te oferecer um gole de bebida, passar a mão no seu
cabelo, conversar um pouco e te beijar. Depois disso ele vai embora, como
sempre. Talvez as 6h ele retorne, quem sabe até te leve em casa, mas só se ele
não tiver encontrado alguém, carne fresca, coisa nova, loira alta e de carro.
Um dia ele vai falar em solidão, em como as mulheres
de hoje estão “modernas”, ele vai falar que se sente sozinho. Você vai ficar surpresa
com o papo, até uma certa mulher fruta passar na frente dele. Em dois minutos a
carência já passou e a tal mulher já ta ganhando beijinho no pescoço. Entenda que ele sempre vai te querer, afinal ele
sempre vai querer todo mundo. E se o que você sentir, for só querer, relaxa.
Entenda que as vezes ele se sente sozinho sim, e com certeza ele pensa que
podia ter alguém, mas na sexta-feira às 22h todo mundo esquece isso. Entenda que talvez você seja só mais uma pra ele e ele nem saiba o seu nome.
Mas apesar de galinha ele é homem, e se ele quiser (mesmo
que ele queira todo mundo), se ele TE QUISER ele vai vir. Bêbado, sóbrio,
sábado, terça, às 2h ou às 6h, ele vem.
Outro dia uma amiga me disse “Quando o cara é galinha não
adianta, ele nunca vai mudar”.
DISCORDO.
Acredito que o amor
seja o sentimento mais bonito e mais transformador que existe, quando a gente
ama (ama de verdade) a gente muda. Muda o cabelo, muda a casa, muda de cidade,
muda de vida, muda de sorriso, muda de assunto, muda de tempo, muda de sonho. E
até ele, ele mesmo, O cara galinha, quando ele amar, “se” um dia ele amar, ele
muda. Muda porque vai ver que vale a pena, muda pra conseguir ter por perto
alguém que ele goste, muda porque ele simplesmente cansa de ser ele. Mas não
saia por ai achando que você pode conquistar o seu cara galinha, porque toda
mulher que se preze tem um cara galinha na vida, dois, três... É importante aceitar que você nunca vai conseguir mudar um cara assim, mas se ele te quiser ele muda, muda de verdade, muda porque ele quer, muda sozinho. Não adianta chorar, não adianta reclamar, o cara assim só muda quando ele aprende o que é amar. O que é nosso vem até nós, da forma mais torta, estranha, inesperada. Vem no dia de chuva, no dia do tédio, no dia da ressaca. Quando tem que vir, vem. E vem sozinho, vem sem esforço. Vem do jeito que tudo que é pra ser nosso vem, na hora certa.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Faço parte do time das ansiosas, desde sempre. Penso no que eu disse, no que vou dizer, no que queria dizer e principalmente no que eu não disse... depois perco o sono.
Fazer o que temos vontade deveria ser algo simples, rápido e indolor. Digo deveria, porque nossa cabeça e principalmente nosso coração faz questão de complicar. E geralmente eles complicam na hora H, quando você para e pensa : Vou falar e é agora, AAAI NÃO VOU FALAR NADA NÃO!
E esse passa ou repassa de pensamentos, nos fazem dormir as 3h da manhã, quase sempre.
É nesse momento "insônia" que lembramos da promessa que fizemos a nós mesmas um dia: "Aprenda e não queira mais ninguém. Isso não funciona com você, segue em frente, vai sozinha".
E você fica ali perdida entre a reviravolta de lençóis e edredons...
A vida é uma galeria que vive em exposição e querendo ou não sempre tem algo que vai nos interessar. Não adianta negar, não adianta resistir. Uma hora hora ou outra, talvez as 3h da manhã, você vai se pegar pensando em alguém. E ai minha amiga, muita calma nessa hora.
A verdade é que ta todo mundo tentando, e essa pode ser a sua chance. Ou não.
Não pense no que "vão pensar". Pense em você. Isso se você conseguir parar de pensar nele. Ops! Queira dormir e acordar levando as coisas menos a sério. Tente viver mais, e consequentemente melhor. E assim, as coisas acontecem se tiverem de ser. Tudo precisa ser mútuo, amar sozinho só se for pra amar a si mesmo. Esqueça o que já deu errado, o que aconteceu no vizinho, na casa da amiga, na vida do outro. É uma nova história, um novo tempo, é agora, é com você. Vai lá, sem medo. Com calma. Confia em mim, eu também tô indo. Depois dos tombos a gente levanta, levanta e quer viver. E se viver é cair, que seja! Não paro não. Parar pra quê? Se não der certo a gente volta, a gente não, quem tiver de voltar. Porque eu, assim como o que eu desejo pra você, devemos ter esse bendito hábito, deixar pra lá! Segue em frente, vai com Deus.
E esse passa ou repassa de pensamentos, nos fazem dormir as 3h da manhã, quase sempre.
É nesse momento "insônia" que lembramos da promessa que fizemos a nós mesmas um dia: "Aprenda e não queira mais ninguém. Isso não funciona com você, segue em frente, vai sozinha".
E você fica ali perdida entre a reviravolta de lençóis e edredons...
A vida é uma galeria que vive em exposição e querendo ou não sempre tem algo que vai nos interessar. Não adianta negar, não adianta resistir. Uma hora hora ou outra, talvez as 3h da manhã, você vai se pegar pensando em alguém. E ai minha amiga, muita calma nessa hora.
A verdade é que ta todo mundo tentando, e essa pode ser a sua chance. Ou não.
Não pense no que "vão pensar". Pense em você. Isso se você conseguir parar de pensar nele. Ops! Queira dormir e acordar levando as coisas menos a sério. Tente viver mais, e consequentemente melhor. E assim, as coisas acontecem se tiverem de ser. Tudo precisa ser mútuo, amar sozinho só se for pra amar a si mesmo. Esqueça o que já deu errado, o que aconteceu no vizinho, na casa da amiga, na vida do outro. É uma nova história, um novo tempo, é agora, é com você. Vai lá, sem medo. Com calma. Confia em mim, eu também tô indo. Depois dos tombos a gente levanta, levanta e quer viver. E se viver é cair, que seja! Não paro não. Parar pra quê? Se não der certo a gente volta, a gente não, quem tiver de voltar. Porque eu, assim como o que eu desejo pra você, devemos ter esse bendito hábito, deixar pra lá! Segue em frente, vai com Deus.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
REDE - vício - SOCIAL
É certo que hoje em dia grande parte das pessoas tem ao menos uma rede social. E o que era uma "mania da juventude" estendeu-se à mães, pais, tios, avós...
Me pergunto de onde surgiu essa necessidade das pessoas em compartilhar cada ação, sensação e sentimento com os outros. Amigos, primos, professores, colegas do curso de inglês, etc. Todos estão unidos, juntos no mesmo www.com, talvez distantes em Km, mas presentes no mundo virtual. Juntos, curtindo, comentando, compartilhando, conversando com conhecidos, desconhecidos, através do computador, tablet, celular... Pessoas que se conectam, trocam conhecimentos, informações, histórias. Trocam o tédio por companhia. Trocam a solidão por bem estar de desconhecidos, informações alheias e coisas sem muita importância cultural. Mas qual é o problema? O importante é não sentir-se sozinho! Hoje em dia estar solitário é crime, conversar consigo mesmo é loucura. SERÁ? Estamos na era da "não solidão". Como se ficar sozinho fizesse mal a saúde e por isso cada vez mais a internet é usada com o intuito de estar acompanhado sem precisar sair de casa. Manter-se off, hoje em dia? Não é possível. A vida cobra, os amigos, a sociedade. O boletim está no site da escola, pedir a pizza por telefone? Pra quê? entre no site da pizzaria. Tudo está conectado.
O que sempre me impressionou na internet é a forma de como ela diminui distâncias. E ao mesmo tempo que une pessoas, propõe entretenimento, mata a saudade, trás informações do outro lado do mundo, ela também causa ciúmes, brigas e gera polêmicas ( no caso das redes sociais). Algumas pessoas são julgadas, ou se julgam viciadas em redes sociais, jogos e alguns sites... Primeiro gostaria de esclarecer a definição de vício. Vício: do latim falha ou defeito. É um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Seu oposto é a virtude.
A verdade é que populações inteiras, continentes, países, sociedades com as mais diversas culturas e diferentes religiões sobreviveram séculos sem conhecer esse "mundo virtual", construíram famílias, tiveram amigos, e foram felizes. Porque hoje seria diferente? O que acontece é que toda e qualquer espécie está destinada a se acomodar. Conforme a modernização surgiu, a curiosidade das pessoas aumentou, elas aderiram ao mundo virtual e hoje estão acomodadas. Ninguém necessita de uma rede social para viver, como se fosse um combustível. Não é como um viciado em drogas. As pessoas se acostumam com certas coisas e passa a nomeá-las NECESSÁRIAS. Ultimamente a população segue a moda de twittar o tempo todo. "Lasanha no almoço", "Churrasco top na casa do Luiz", "Praia com a galera", etc. Ninguém faz mais nada antes de informar aos amigos do twitter e facebook. Tem gente que acha mais importante mostrar aos outros que vive momentos felizes do que viver esses momentos realmente. Talvez pessoas assim eu considere "viciadas", dignas de internação e tratamento psicológico. Remédios controlados, tarja preta, por favor. Tudo bem que dentre os 800 amigos do seu facebook também existam os que gostam de exibir cada passo do seu dia-a-dia aos outros, mas tenho fé que alguns desses mesmos 800 amigos tem um cérebro seletivo o suficiente pra acreditar que viver e ser plenamente feliz é a essência de ter uma vida boa. Não precisamos da aprovação alheia para nossos atos, não precisamos divulgar tanto nossa vida e sentimentos. Basta ter a consciência limpa. Isso basta, eu juro. Não devemos ter a necessidade de mostrar tudo para os outros, é claro que podemos compartilhar nossos bons momentos com pessoas queridas e importantes para nós, mas a essência é viver. Viver e guardar nossas lembranças no coração. Nossos amigos entenderão nosso sorrisos e nossas histórias mesmo sem postagens e sem fotos. A vida não espera por nós, ela acontece. Acontece o tempo todo. Acontece enquanto você está ai fuçando no facebook do outro.
O mais importante é que você saiba da sua felicidade. Por isso viva, acredite e aproveite sua felicidade intensamente. Ao outro (amigo, primo, professor, colega, etc.) ficará o dever de escrever a própria história, fazer feliz os seus momentos e se preocupar em viver a própria vida.
É certo que hoje em dia grande parte das pessoas tem ao menos uma rede social. E o que era uma "mania da juventude" estendeu-se à mães, pais, tios, avós...
Me pergunto de onde surgiu essa necessidade das pessoas em compartilhar cada ação, sensação e sentimento com os outros. Amigos, primos, professores, colegas do curso de inglês, etc. Todos estão unidos, juntos no mesmo www.com, talvez distantes em Km, mas presentes no mundo virtual. Juntos, curtindo, comentando, compartilhando, conversando com conhecidos, desconhecidos, através do computador, tablet, celular... Pessoas que se conectam, trocam conhecimentos, informações, histórias. Trocam o tédio por companhia. Trocam a solidão por bem estar de desconhecidos, informações alheias e coisas sem muita importância cultural. Mas qual é o problema? O importante é não sentir-se sozinho! Hoje em dia estar solitário é crime, conversar consigo mesmo é loucura. SERÁ? Estamos na era da "não solidão". Como se ficar sozinho fizesse mal a saúde e por isso cada vez mais a internet é usada com o intuito de estar acompanhado sem precisar sair de casa. Manter-se off, hoje em dia? Não é possível. A vida cobra, os amigos, a sociedade. O boletim está no site da escola, pedir a pizza por telefone? Pra quê? entre no site da pizzaria. Tudo está conectado.
O que sempre me impressionou na internet é a forma de como ela diminui distâncias. E ao mesmo tempo que une pessoas, propõe entretenimento, mata a saudade, trás informações do outro lado do mundo, ela também causa ciúmes, brigas e gera polêmicas ( no caso das redes sociais). Algumas pessoas são julgadas, ou se julgam viciadas em redes sociais, jogos e alguns sites... Primeiro gostaria de esclarecer a definição de vício. Vício: do latim falha ou defeito. É um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Seu oposto é a virtude.
A verdade é que populações inteiras, continentes, países, sociedades com as mais diversas culturas e diferentes religiões sobreviveram séculos sem conhecer esse "mundo virtual", construíram famílias, tiveram amigos, e foram felizes. Porque hoje seria diferente? O que acontece é que toda e qualquer espécie está destinada a se acomodar. Conforme a modernização surgiu, a curiosidade das pessoas aumentou, elas aderiram ao mundo virtual e hoje estão acomodadas. Ninguém necessita de uma rede social para viver, como se fosse um combustível. Não é como um viciado em drogas. As pessoas se acostumam com certas coisas e passa a nomeá-las NECESSÁRIAS. Ultimamente a população segue a moda de twittar o tempo todo. "Lasanha no almoço", "Churrasco top na casa do Luiz", "Praia com a galera", etc. Ninguém faz mais nada antes de informar aos amigos do twitter e facebook. Tem gente que acha mais importante mostrar aos outros que vive momentos felizes do que viver esses momentos realmente. Talvez pessoas assim eu considere "viciadas", dignas de internação e tratamento psicológico. Remédios controlados, tarja preta, por favor. Tudo bem que dentre os 800 amigos do seu facebook também existam os que gostam de exibir cada passo do seu dia-a-dia aos outros, mas tenho fé que alguns desses mesmos 800 amigos tem um cérebro seletivo o suficiente pra acreditar que viver e ser plenamente feliz é a essência de ter uma vida boa. Não precisamos da aprovação alheia para nossos atos, não precisamos divulgar tanto nossa vida e sentimentos. Basta ter a consciência limpa. Isso basta, eu juro. Não devemos ter a necessidade de mostrar tudo para os outros, é claro que podemos compartilhar nossos bons momentos com pessoas queridas e importantes para nós, mas a essência é viver. Viver e guardar nossas lembranças no coração. Nossos amigos entenderão nosso sorrisos e nossas histórias mesmo sem postagens e sem fotos. A vida não espera por nós, ela acontece. Acontece o tempo todo. Acontece enquanto você está ai fuçando no facebook do outro.
O mais importante é que você saiba da sua felicidade. Por isso viva, acredite e aproveite sua felicidade intensamente. Ao outro (amigo, primo, professor, colega, etc.) ficará o dever de escrever a própria história, fazer feliz os seus momentos e se preocupar em viver a própria vida.
domingo, 1 de julho de 2012
Eu tô querendo ir embora, viajar, tirar férias, mudar de nome, fugir de mim.
Deixar na gaveta as velhas fotos, rasgar antigas cartas, esquecer velhos sonhos...
Esconder o cérebro em um baú e enterrar em algum jardim, jogar o coração no mar e deixar ele seguir a maré. Ficar vazia, porém cheia de mim. E viver só disso.
Quero comprar uma passagem só de ida, pra algum lugar que eu nunca fui, sem levar nada, sem conhecer ninguém.
Quero parar em uma padaria e tomar um bom café, comer um doce bem gostoso e deixar o troco em cima da mesa pra ser a sorte de alguém.
Quero sentar na praia e sentir o vento gelado no rosto, sentir frio e não me importar, sentir a paz entrar em mim. Quem sabe, ser a própria paz.
Quero andar sem rumo pelas ruas, campos, tanto faz...
Olhar os rostos novos que me aparecerem, ouvir novas histórias, me anular e ser do outro. Dos outros.
Quero beber uma cerveja gelada, observar alguns sorrisos, fazer novos planos, viver novos dias. Ficar feliz.
Acho que apagaria toda minha história e construiria um novo dia hoje só pra ter um novo passado amanhã, mas deixaria escrito em um papel alguns nomes de pessoas e coisas que valeram a pena, nem tudo merece ser deixado para trás.
Nem tudo merece o esquecimento. Recomeçaria.
Então, me reapresentaria para certas pessoas, que mesmo na nova vida certamente fariam a velha falta.
E enfim, viveria. Tudo de novo. Só o que foi bom, de novo.
Então, me reapresentaria para certas pessoas, que mesmo na nova vida certamente fariam a velha falta.
E enfim, viveria. Tudo de novo. Só o que foi bom, de novo.
sábado, 23 de junho de 2012
Andando sem rumo em um shopping deparei-me com uma feira de livros e então percebi que não estava tão sem rumo quanto pensava. Eu não sabia o que olhar, o que comprar e nem porquê, mas sabia que não sairia dali sem nada nas mãos. Quando encontrei um livro, perdido e único, dentre uma indecisão e outra de autores que eu sabia que com certeza o livro seria bom. Capa colorida com uma gaveta de madeira desenhada. O que teria ali dentro? Não conhecia a autora, e mesmo assim arrisquei na compra. Ao chegar no caixa tive a primeira de muitas surpresas, o livro custava apenas R$9,99.
Feliz da vida fui para casa, mal sabendo o quanto tinha feito uma boa compra. O nome dela é Cláudia Laitano, jornalista de Porto Alegre e uma cronista de "mão cheia". Depois da leitura notei que tudo aquilo tinha sido uma surpresa pra mim, e desde então decidi apostar mais em coisas que eu não conheço.
O livro se chama "Agora eu era", e retrata crônicas do cotidiano e assuntos polêmicos que foram manchetes tempos atrás. Mas o que mais me intrigou é que nos tempos atuais em o que dinheiro vale tão pouco, é possível fazer uma boa compra por apenas R$9,99. Claro que o livro merecia mais, o trabalho da autora merecia mais, mas se diminuir o preço é a melhor forma de levar cultura para uma população que apesar de "moderna" se mostra tão "humilde", que venham mais e mais feiras de livros por esse preço e eu com certeza estarei presente na maioria delas.

" Fiquei pensando em como todas as histórias de amor são parecidas - e como observar erros e acertos alheios não nos ensina a amar mais ou melhor - (...) Vivemos a época da auto-exposição e do voyeurismo. Para cada maluco querendo se mostrar, há outros dois milhões dispostos a espiar. Mas se existe alguma diferença entre as trevas e a luz, entre o tá-e-daí e o que pode nos levar a pensar é a possibilidade de extrairmos algum sentido de outras experiências individuais. Algo que ilumine um pouco nosso repertório comum de perplexidades e, com sorte, nos ofereça alguma pista sobre a intricada arte de reinventar a roda."
Trecho retirado da crônica "A roda" de Cláudia Laitano
Feliz da vida fui para casa, mal sabendo o quanto tinha feito uma boa compra. O nome dela é Cláudia Laitano, jornalista de Porto Alegre e uma cronista de "mão cheia". Depois da leitura notei que tudo aquilo tinha sido uma surpresa pra mim, e desde então decidi apostar mais em coisas que eu não conheço.
O livro se chama "Agora eu era", e retrata crônicas do cotidiano e assuntos polêmicos que foram manchetes tempos atrás. Mas o que mais me intrigou é que nos tempos atuais em o que dinheiro vale tão pouco, é possível fazer uma boa compra por apenas R$9,99. Claro que o livro merecia mais, o trabalho da autora merecia mais, mas se diminuir o preço é a melhor forma de levar cultura para uma população que apesar de "moderna" se mostra tão "humilde", que venham mais e mais feiras de livros por esse preço e eu com certeza estarei presente na maioria delas.

" Fiquei pensando em como todas as histórias de amor são parecidas - e como observar erros e acertos alheios não nos ensina a amar mais ou melhor - (...) Vivemos a época da auto-exposição e do voyeurismo. Para cada maluco querendo se mostrar, há outros dois milhões dispostos a espiar. Mas se existe alguma diferença entre as trevas e a luz, entre o tá-e-daí e o que pode nos levar a pensar é a possibilidade de extrairmos algum sentido de outras experiências individuais. Algo que ilumine um pouco nosso repertório comum de perplexidades e, com sorte, nos ofereça alguma pista sobre a intricada arte de reinventar a roda."
Trecho retirado da crônica "A roda" de Cláudia Laitano
sexta-feira, 15 de junho de 2012
É tempo de mudança. Mas antes de isso ser dito por nós, essa mudança tem de ser realizada dentro de nós! Na nossa mente e em nossos corações.
Mudanças da boca pra fora funcionam tanto quanto apagar o telefone do ex do celular, sabendo que você tem o número decorado na mente.
Nossa memória é quem mais nos trai durante toda a vida, mesmo quando se quer não lembrar, ela não nos permite esquecer. Acredito que muitas pessoas começam a cada manhã uma nova luta contra tudo o que sentem e pensam enquanto suas memórias insistem em reviver.
É preciso manter o coração aberto, evitar se preocupar com coisas que sabemos que são passageiras.
Um dia ruim dura no máximo 24h e depois você tem muito tempo pra tentar ser feliz.
A vida é muito mais que algo ruim, uma notícia triste ou alguém que foi embora.
É preciso olhar em volta, abrir os olhos, viver com o coração.
A cabeça foi feita só pra pensar, e sinceramente pensar só é válido nas provas de física e matemática.
A maior parte da vida, a gente passa vivendo. E viver é uma coisa que muita gente ainda precisa aprender. Não se julgue, não se cobre. Ninguém é 100% bom, niguém é 100% certo.
As escolhas erradas que fazemos durante a vida, podem nunca fazer sentido algum,
a não ser que fizemos o que nos deu vontade e fomos felizes naquele momento.
E a vida é feita de momentos, e desses momentos só os realmente marcantes ficarão na lembrança. Hoje é sexta- feira, mas pode ser “A”sexta-feira se você quiser...
Faça valer a pena, a vida é uma só.
É preciso manter o coração aberto, evitar se preocupar com coisas que sabemos que são passageiras.
Um dia ruim dura no máximo 24h e depois você tem muito tempo pra tentar ser feliz.
A vida é muito mais que algo ruim, uma notícia triste ou alguém que foi embora.
É preciso olhar em volta, abrir os olhos, viver com o coração.
A cabeça foi feita só pra pensar, e sinceramente pensar só é válido nas provas de física e matemática.
A maior parte da vida, a gente passa vivendo. E viver é uma coisa que muita gente ainda precisa aprender. Não se julgue, não se cobre. Ninguém é 100% bom, niguém é 100% certo.
As escolhas erradas que fazemos durante a vida, podem nunca fazer sentido algum,
a não ser que fizemos o que nos deu vontade e fomos felizes naquele momento.
E a vida é feita de momentos, e desses momentos só os realmente marcantes ficarão na lembrança. Hoje é sexta- feira, mas pode ser “A”sexta-feira se você quiser...
Faça valer a pena, a vida é uma só.
sábado, 2 de junho de 2012
Efeito: Produto, resultado de uma ação; conseqüência: não há efeito sem causa.
Impressão produzida no espírito, na sensibilidade: efeito de um discurso.
Resultado. Acto, que procede de um agente qualquer.
Pensar na palavra "efeito" e caracterizá-la com um significado qualquer, lógico e dentro dos padrões é fácil. Quero conhecer é gente que traduza essa palavra na alma.
Os efeitos das coisas em nossa vida, o efeito de um olhar, o efeito de uma música,
de um poema, de uma saudade.
Sabendo que efeito, nem sempre é algo bom, tenha a certeza de que algum efeito você causa nas pessoas.
Efeito este que pode ser desde o " tanto faz" até o "faz toda a diferença".
Efeito é o tipo de coisa que não guardamos no cérebro, ou no coração (isso mesmo, coração).
Os efeitos ficam na alma, te lembram um gosto, um cheiro, um sorriso. Lembranças da alma, não podem sequer ser comparadas às lembranças cerebrais. Lembranças cerebrais são pontuais, estratégicas, lógicas, tem sempre um fundamento, sabem de onde vem. Sabem pra onde vão. Lembranças da alma te pegam as 20h de uma quinta-feira, e você - querido amigo - não consegue escapar.
Esta semana vi uma garota, bonita, de vinte e poucos anos, chorando dentro de um ônibus.
Eu estava de longe, era noite, fazia frio e ela estava sozinha. Segurava a bolsa no colo e um livro nas mãos, e passava a manga do casaco por baixo do óculos secando as lágrimas. Até que uma hora ela se cansou, deixava-as cair. Parecia não se importar com quem estivesse por perto, chorava sua dor, quieta.
Segurei minha curiosidade (que não é pouca), queria saber o que estava acontecendo, queria ajudar, queria abraça-la, queria saber se a vida era mais "justa" comigo ou com ela.
Eu não sei o que doía naquela garota, não sei o porquê, mas sei que era forte. E por isso toda aquela dor. A garota era forte, parecia cansada, mas tinha cara de que sabia que seguir em frente é sempre o melhor a ser feito. Estava na cara a luta travada ali, entre a dor e a própria menina, porque que eu sabia - e todos daquele ônibus - que ela não ia se entregar tão fácil.
Sei que eu desci do ônibus e ela ficou, ou foi ela quem desceu e eu fiquei, ou nós duas ainda estamos lá, ou a dor que ficou. Talvez eu trouxe essa menina comigo, dei-lhe um banho e um café quente. Dei-lhe um abraço e um bom livro. Dei-lhe um sorriso e um edredon. Ou então ela quem me levou, deu-me colo e cafuné. Deu-me esperança e um cigarro. Deu-me conselhos e carinho. Eu sinto ela comigo, como se fossemos uma só. E é isso que eu falo sobre efeito, o que eu sinto agora, o que eu senti quando vi a menina. Sem explicação, efeito é sentimento. Nada mais. Pra quê mais? pra nada.
Tenho uma alma, repleta de efeitos que a vida deixou em mim, algumas pessoas, alguns momentos.
Alguns mais devastadores que outros, é claro. Destrutivos, confusos, esperançosos.
De todos eles, tenho um do qual fujo toda manhã. Alguém. Efeito esse, de que não me livro, não me esqueço e entender eu sei que não consigo. Efeito que me segue, me guia, faz de mim algo que nem eu mesma sei. Mas acredito que "as grandes pessoas" não sabem de si, não sabem nada.
Elas sentem.
Sentem como eu, sentem como a menina do ônibus. Vivem dos efeitos que causam nelas.
Vivem por causar efeito nas pessoas. Geralmente causam muito, ódio ou amor.
Meio termo não causa efeito. Meias coisas, meias causas, meias verdades, fazem meias diferenças.
Bom é ser repleto, completo. Bom mesmo é ser efeito, causar efeito.
Existir sozinho é egoísmo, efeito é dividir, completar.
Deixar-se ser causa, deixar-se ser motivo, vontade, perda de tempo.
Ser ação, ser resultado da ação.
Viver, e ser efeito na vida de alguém, depois aprender a ver nisso o efeito que a vida tem.
Pensar na palavra "efeito" e caracterizá-la com um significado qualquer, lógico e dentro dos padrões é fácil. Quero conhecer é gente que traduza essa palavra na alma.
Os efeitos das coisas em nossa vida, o efeito de um olhar, o efeito de uma música,
de um poema, de uma saudade.
Sabendo que efeito, nem sempre é algo bom, tenha a certeza de que algum efeito você causa nas pessoas.
Efeito este que pode ser desde o " tanto faz" até o "faz toda a diferença".
Efeito é o tipo de coisa que não guardamos no cérebro, ou no coração (isso mesmo, coração).
Os efeitos ficam na alma, te lembram um gosto, um cheiro, um sorriso. Lembranças da alma, não podem sequer ser comparadas às lembranças cerebrais. Lembranças cerebrais são pontuais, estratégicas, lógicas, tem sempre um fundamento, sabem de onde vem. Sabem pra onde vão. Lembranças da alma te pegam as 20h de uma quinta-feira, e você - querido amigo - não consegue escapar.
Esta semana vi uma garota, bonita, de vinte e poucos anos, chorando dentro de um ônibus.
Eu estava de longe, era noite, fazia frio e ela estava sozinha. Segurava a bolsa no colo e um livro nas mãos, e passava a manga do casaco por baixo do óculos secando as lágrimas. Até que uma hora ela se cansou, deixava-as cair. Parecia não se importar com quem estivesse por perto, chorava sua dor, quieta.
Segurei minha curiosidade (que não é pouca), queria saber o que estava acontecendo, queria ajudar, queria abraça-la, queria saber se a vida era mais "justa" comigo ou com ela.
Eu não sei o que doía naquela garota, não sei o porquê, mas sei que era forte. E por isso toda aquela dor. A garota era forte, parecia cansada, mas tinha cara de que sabia que seguir em frente é sempre o melhor a ser feito. Estava na cara a luta travada ali, entre a dor e a própria menina, porque que eu sabia - e todos daquele ônibus - que ela não ia se entregar tão fácil.
Sei que eu desci do ônibus e ela ficou, ou foi ela quem desceu e eu fiquei, ou nós duas ainda estamos lá, ou a dor que ficou. Talvez eu trouxe essa menina comigo, dei-lhe um banho e um café quente. Dei-lhe um abraço e um bom livro. Dei-lhe um sorriso e um edredon. Ou então ela quem me levou, deu-me colo e cafuné. Deu-me esperança e um cigarro. Deu-me conselhos e carinho. Eu sinto ela comigo, como se fossemos uma só. E é isso que eu falo sobre efeito, o que eu sinto agora, o que eu senti quando vi a menina. Sem explicação, efeito é sentimento. Nada mais. Pra quê mais? pra nada.
Tenho uma alma, repleta de efeitos que a vida deixou em mim, algumas pessoas, alguns momentos.
Alguns mais devastadores que outros, é claro. Destrutivos, confusos, esperançosos.
De todos eles, tenho um do qual fujo toda manhã. Alguém. Efeito esse, de que não me livro, não me esqueço e entender eu sei que não consigo. Efeito que me segue, me guia, faz de mim algo que nem eu mesma sei. Mas acredito que "as grandes pessoas" não sabem de si, não sabem nada.
Elas sentem.
Sentem como eu, sentem como a menina do ônibus. Vivem dos efeitos que causam nelas.
Vivem por causar efeito nas pessoas. Geralmente causam muito, ódio ou amor.
Meio termo não causa efeito. Meias coisas, meias causas, meias verdades, fazem meias diferenças.
Bom é ser repleto, completo. Bom mesmo é ser efeito, causar efeito.
Existir sozinho é egoísmo, efeito é dividir, completar.
Deixar-se ser causa, deixar-se ser motivo, vontade, perda de tempo.
Ser ação, ser resultado da ação.
Viver, e ser efeito na vida de alguém, depois aprender a ver nisso o efeito que a vida tem.
sábado, 5 de maio de 2012
A verdade é que a vida ta aí estampada na nossa janela cada manhã, e ela não é fácil pra ninguém.
E mesmo que a quantidade de coisas boas sejam bem maiores do que as coisas ruins, as vezes da vontade de parar.
E a gente se pergunta aonde tá, se pergunta como veio parar aqui.
E mais umas mil coisas que eu nem me lembro agora pra falar...
Só sei que o que mais tem por ai é gente que vai passar por cima de tudo, tudo mesmo, pra conseguir o que quer.
É gente que você vai conviver um bom tempo, e depois vai ouvir dizer que falou mal de você.
Perder o sono por causa disso? Acho que não né? A vida ainda vai nos dar motivos bem tristes, e por esses sim,
devemos chorar, perder o sono, nos descabelar e achar que não aguentamos mais.
Só achar, porque no fim a gente sempre, sempre aguenta.
Bonito é quem sabe separar as coisas, quem tem sonhos mais sabe respeitar o sonho do outro!
Quem quer ser amado mais sabe respeitar o amor do outro!
Bonito é quem ainda pensa no outro antes de pensar em si.
Pode até ser errado, pode até ser burrice.
Mais que é bonito, isso é.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A gente sempre se pergunta sobre o amanhã. Do mesmo modo que nos perguntamos o “porquê” do nosso ontem.
Ninguém pode ter tudo o que quer, eu já vi gente pirar por ter tudo.
Eu já vi gente pirar por não ter nada.
Eu já vi gente pirar por motivos bem diferentes de “ter ou não alguma coisa”.
A verdade é que em um mundo como este, pra mim “quem não pirar” já é vencedor.
Quem aceita a vida (pelo menos aparenta aceitar) e não sai por ai culpando os outros pelo que acontece, pra mim é digno de Óscar.
Se tem uma coisa que eu peço pra Deus todo dia antes de dormir é a paciência mundial.
Paciência aos corações partidos, aos sonhos interrompidos, as metas não alcançadas, as expectativas quebradas e a tudo que você pensou que seria, e não foi.
Paciência para nossos pais, para nossos amigos, aos filhos, aos irmãos, aos amores, aos amados, aos amantes... Paciência aos professores, aos alunos, as nossas dores, aos desamores...
Paciência ao corpo e a mente. Paciência ao coração e ao desejo.
Paciência para a saudade, que tanto cala quanto dói.
Independente de chegarmos ao lugar que esperamos ou não, em algum lugar chegaremos.
Paciência, por favor.
" Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
até quando o corpo pede um pouco mais de alma...
A vida não para...
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara..." Lenine
Eu já vi gente pirar por não ter nada.
Eu já vi gente pirar por motivos bem diferentes de “ter ou não alguma coisa”.
A verdade é que em um mundo como este, pra mim “quem não pirar” já é vencedor.
Quem aceita a vida (pelo menos aparenta aceitar) e não sai por ai culpando os outros pelo que acontece, pra mim é digno de Óscar.
Se tem uma coisa que eu peço pra Deus todo dia antes de dormir é a paciência mundial.
Paciência aos corações partidos, aos sonhos interrompidos, as metas não alcançadas, as expectativas quebradas e a tudo que você pensou que seria, e não foi.
Paciência para nossos pais, para nossos amigos, aos filhos, aos irmãos, aos amores, aos amados, aos amantes... Paciência aos professores, aos alunos, as nossas dores, aos desamores...
Paciência ao corpo e a mente. Paciência ao coração e ao desejo.
Paciência para a saudade, que tanto cala quanto dói.
Independente de chegarmos ao lugar que esperamos ou não, em algum lugar chegaremos.
Paciência, por favor.
" Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
até quando o corpo pede um pouco mais de alma...
A vida não para...
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara..." Lenine
domingo, 15 de abril de 2012
Vi a indicação de leitura no blog (fernandacmello.blogspot.com.br) e resolvi comprar!
É uma graça!
A autora da os significados das palavras de forma tão verdadeira e prática que faz a gente se perguntar:
Como é que eu não pensei nisso antes? Vale a pena ler!
" Rancor: Quando o fundo do coração não consegue dizer "deixa pra lá". Adriana Falcão "
É uma graça!
A autora da os significados das palavras de forma tão verdadeira e prática que faz a gente se perguntar:
Como é que eu não pensei nisso antes? Vale a pena ler!
" Rancor: Quando o fundo do coração não consegue dizer "deixa pra lá". Adriana Falcão "
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Essa semana a jornalista Sônia Abrão que tem 53 anos de idade postou uma foto de maiô preto em uma rede social.
A polêmica foi geral, como se as pessoas não tivessem coisas mais importantes para se preocuparem.
De lá pra cá várias pessoas imitaram a pose de Sônia e espalharam essas fotos por redes sociais.
Tudo bem, já sabemos que acontecimentos como "Menos a Luiza que está no Canadá" rendem espaços nas mídias, principalmente nas redes sociais. O que eu não entendo é pra quê tanta fofoca!
É ela tem 53 anos e estava de maiô. E daí?
Minha mãe aos 53 anos ia a praia de maiô e ai de quem falasse alguma coisa.
A verdade é que o que chocou a sociedade foi principalmente "a classe das mulheres invejosas" que ficaram impressionadas com o corpo da jornalista. Quem diria que em baixo daquelas roupas sérias de apresentadora ela teria uma forma física "agradável". Não é? Sônia abrão é mulher como qualquer uma e está no seu direito de observar-se perante o espelho que tem pós - doutorado em jogar a verdade na nossa cara, principalmente depois de uma pizza de calabresa. Toda e qualquer mulher tem sua graça, tem seu jeito e seu sorriso que, acreditem ou não, muda com o tempo. As vezes você perde um pouco o brilho do olhar e a vontade de sorrir, mas espero que a lenda de que aos quarenta nossos sorrisos sejam mais verdadeiros e duradouros realmente seja real.
Em cada idade temos um objetivo, temos sonhos, temos ideais e isso tudo se modifica com o tempo...
Se tudo muda porque nosso corpo não mudaria? O que acontece é que a mulher mais velha tem seus encantos e isso ninguém pode negar, do mesmo jeito que a mais nova também tem.
Mulheres e homens sabem ter seus encantos independente da idade. Muitos coroas gostam das novinhas e muitos novinhos gostam das coroas. Querendo ou não experiência conta muito na hora de fazer alguma - e qualquer - coisa.
Se a gente só aprende praticando, quem pratica mais, sabe mais. E quem viveu mais teve mais tempo de praticar portanto...
A verdade é que muitos homens - jovens ou não - gostam desse tipo "mais experiente", Sérgio Reis é um deles. Afinal espalhou por ai o conceito "Ela é madura, já tem mais de trinta anos... Mas para mim o que importa é a pessoa, não interessa se ela é coroa Panela velha é que faz comida boa..."
Então deixem a Sônia em paz com seu maiô preto, porque ela ta melhor que muita coroa por ai (e muita novinha também)!
Que isso Soninha, que isso!
Tudo bem, já sabemos que acontecimentos como "Menos a Luiza que está no Canadá" rendem espaços nas mídias, principalmente nas redes sociais. O que eu não entendo é pra quê tanta fofoca!
É ela tem 53 anos e estava de maiô. E daí?
Minha mãe aos 53 anos ia a praia de maiô e ai de quem falasse alguma coisa.
A verdade é que o que chocou a sociedade foi principalmente "a classe das mulheres invejosas" que ficaram impressionadas com o corpo da jornalista. Quem diria que em baixo daquelas roupas sérias de apresentadora ela teria uma forma física "agradável". Não é? Sônia abrão é mulher como qualquer uma e está no seu direito de observar-se perante o espelho que tem pós - doutorado em jogar a verdade na nossa cara, principalmente depois de uma pizza de calabresa. Toda e qualquer mulher tem sua graça, tem seu jeito e seu sorriso que, acreditem ou não, muda com o tempo. As vezes você perde um pouco o brilho do olhar e a vontade de sorrir, mas espero que a lenda de que aos quarenta nossos sorrisos sejam mais verdadeiros e duradouros realmente seja real.
Em cada idade temos um objetivo, temos sonhos, temos ideais e isso tudo se modifica com o tempo...
Se tudo muda porque nosso corpo não mudaria? O que acontece é que a mulher mais velha tem seus encantos e isso ninguém pode negar, do mesmo jeito que a mais nova também tem.
Mulheres e homens sabem ter seus encantos independente da idade. Muitos coroas gostam das novinhas e muitos novinhos gostam das coroas. Querendo ou não experiência conta muito na hora de fazer alguma - e qualquer - coisa.
Se a gente só aprende praticando, quem pratica mais, sabe mais. E quem viveu mais teve mais tempo de praticar portanto...
A verdade é que muitos homens - jovens ou não - gostam desse tipo "mais experiente", Sérgio Reis é um deles. Afinal espalhou por ai o conceito "Ela é madura, já tem mais de trinta anos... Mas para mim o que importa é a pessoa, não interessa se ela é coroa Panela velha é que faz comida boa..."
Então deixem a Sônia em paz com seu maiô preto, porque ela ta melhor que muita coroa por ai (e muita novinha também)!
Que isso Soninha, que isso!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Outro dia fiquei sabendo de uma fofoca que era mais ou menos assim: Um cara tentou matar sua esposa, mas não conseguiu.
Fugindo a polícia ele se suicidou com cinco facadas. É isso mesmo, cinco facas no próprio corpo.
Primeiro fiquei chocada, depois fiquei triste e por fim me vi extremamente com medo.
O que está acontecendo com as pessoas?
Em qual espaço de tempo as palavras deixaram de valer alguma coisa e atitudes drásticas precisaram ser tomadas?
Quanta violência, quanta raiva, quanta mágoa acumulada.
Vejo as pessoas com olhar de desespero, tentando fugir de qualquer forma do que a vida guardou pra elas.
E acredito que a maioria das vezes essa fuga acontece para o lado errado, de maneira errada, feita com planos errados. Meu sonho é um mundo onde o governo pague tratamento psicológico para todo cidadão.
Para todos, sem excessões. Até para os que pensam que não precisam.
E quem não fizer o tratamento, paga multa, perde a carteira de motorista, paga pensão, presta trabalho voluntário e sei lá mais o que ... Assim acredito que as pessoas seriam mais felizes, e menos "loucas".
Digo loucas, por que pra mim a única explicação para as atitudes humanas hoje em dia é: LOUCURA. Loucura extrema. Tem gente matando pai e mãe, gente matando por dinheiro, por comida, por drogas, por amor. Amor? É, algumas pessoas acham que colocar o amor no meio aliviam uma parte da sua culpa.
Ou uma parte da sua penalidade. Enfim, o mundo está de pernas pro ar.
É preciso que as pessoas entendam que nada justifica tirar a vida de alguém. Nada.
Nem comida, nem dinheiro, nem drogas e nem amor.
Também tenho horas que quero pirar, fugir do que a vida fez eu me tornar, sumir...
Mas nem por isso me vejo no direito de descontar em alguém a dor que carrego no peito.
Mesmo quando esse alguém seja o culpado da minha dor.
Vamos lá, respirem fundo, vão a praia,
comam uma barra de chocolate, façam pilates, pratiquem yoga,
bebam dois litros de cachaça e contem até dez.
Por favor meus amigos, contem até dez. Tenham calma, tenham fé.
Senão o mundo vai se tornar um misto de atitudes insanas e desculpas esfarrapadas.
O que está acontecendo com as pessoas?
Em qual espaço de tempo as palavras deixaram de valer alguma coisa e atitudes drásticas precisaram ser tomadas?
Quanta violência, quanta raiva, quanta mágoa acumulada.
Vejo as pessoas com olhar de desespero, tentando fugir de qualquer forma do que a vida guardou pra elas.
E acredito que a maioria das vezes essa fuga acontece para o lado errado, de maneira errada, feita com planos errados. Meu sonho é um mundo onde o governo pague tratamento psicológico para todo cidadão.
Para todos, sem excessões. Até para os que pensam que não precisam.
E quem não fizer o tratamento, paga multa, perde a carteira de motorista, paga pensão, presta trabalho voluntário e sei lá mais o que ... Assim acredito que as pessoas seriam mais felizes, e menos "loucas".
Digo loucas, por que pra mim a única explicação para as atitudes humanas hoje em dia é: LOUCURA. Loucura extrema. Tem gente matando pai e mãe, gente matando por dinheiro, por comida, por drogas, por amor. Amor? É, algumas pessoas acham que colocar o amor no meio aliviam uma parte da sua culpa.
Ou uma parte da sua penalidade. Enfim, o mundo está de pernas pro ar.
É preciso que as pessoas entendam que nada justifica tirar a vida de alguém. Nada.
Nem comida, nem dinheiro, nem drogas e nem amor.
Também tenho horas que quero pirar, fugir do que a vida fez eu me tornar, sumir...
Mas nem por isso me vejo no direito de descontar em alguém a dor que carrego no peito.
Mesmo quando esse alguém seja o culpado da minha dor.
Vamos lá, respirem fundo, vão a praia,
comam uma barra de chocolate, façam pilates, pratiquem yoga,
bebam dois litros de cachaça e contem até dez.
Por favor meus amigos, contem até dez. Tenham calma, tenham fé.
Senão o mundo vai se tornar um misto de atitudes insanas e desculpas esfarrapadas.
Onda frutífera
No último final de semana resolvi me aventurar em um show de funk de um grupo feminino, eu até gosto de funk, o ritmo é animado e depois de algumas cervejas qualquer um está descendo até o chão, chão chão chão... Acontece que achei tudo um pouco contraditório, enquanto as "moças" gritavam: Mulheres vocês precisam se valorizar! Elas ficavam rebolando e fazendo insinuações sexuais, um tanto quanto apelativas.
Será que isso é se valorizar?
Porque pra mim elas também se encaixam na frase: mulheres vocês precisam se valorizar!
Fiquei confusa. As "moças" ainda diziam, quem as mulheres que estavam lá que não precisassem de homem pra nada na vida, deveriam dar "um gritinho". Se não fosse cômico, seria trágico.
A verdade é que mulher nenhuma precisa de homem pra viver, e vice-versa.
Nascemos sós e morremos sós. O que acontece é que por diversos fatores como: carinho, paixão,romantismo, etc. As pessoas escolhem uma outra pessoa para dividir seus dias, seus temores, suas alegrias, seus sonhos, sua vida! É, escolhemos alguém para dividir nossa vida!
De uma forma totalmente diferente da vida que dividimos com nossos amigos, dividimos a cama, divimos as contas, dividimos o jantar 365 dias por ano, dividimos os filhos e dividimos um sentimento (o tal do amor).
Me pergunto como o sentimento mais bonito pode ser o mais doloroso, isso nem Freud explica.
Mas nessa onda de maça, uva, abacate, laranja... abusadas, taradas, bundudas, e saradas...
cadê a essência que realmente faz um homem valorizar uma mulher?
cadê o sentimento que faz a mulher ser valorizada por um homem?
Sei que muitas delas já devem ter sofrido, chorado, e pensado em amor eterno...
Talvez desistiram e resolveram descontar a dor malhando o corpo, mostrando o corpo, vendendo o corpo... Já dizia Caetano Veloso na música Dom de iludir: " Não me venha falar na malícia de toda mulher, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é... "
Não julgo, mas acredito que os pais de hoje tem uma função primordial ao educar seus filhos e filhas, para acalmar essa onda frutífera, para dar uma reviravolta em certos valores, para que o mundo futuramente não se torne uma enorme feira, onde as frutas aparentemente mais "gostosas" sejam escolhidas mesmo que seu sabor não seja tão bom quanto das outras.
No último final de semana resolvi me aventurar em um show de funk de um grupo feminino, eu até gosto de funk, o ritmo é animado e depois de algumas cervejas qualquer um está descendo até o chão, chão chão chão... Acontece que achei tudo um pouco contraditório, enquanto as "moças" gritavam: Mulheres vocês precisam se valorizar! Elas ficavam rebolando e fazendo insinuações sexuais, um tanto quanto apelativas.
Será que isso é se valorizar?
Porque pra mim elas também se encaixam na frase: mulheres vocês precisam se valorizar!
Fiquei confusa. As "moças" ainda diziam, quem as mulheres que estavam lá que não precisassem de homem pra nada na vida, deveriam dar "um gritinho". Se não fosse cômico, seria trágico.
A verdade é que mulher nenhuma precisa de homem pra viver, e vice-versa.
Nascemos sós e morremos sós. O que acontece é que por diversos fatores como: carinho, paixão,romantismo, etc. As pessoas escolhem uma outra pessoa para dividir seus dias, seus temores, suas alegrias, seus sonhos, sua vida! É, escolhemos alguém para dividir nossa vida!
De uma forma totalmente diferente da vida que dividimos com nossos amigos, dividimos a cama, divimos as contas, dividimos o jantar 365 dias por ano, dividimos os filhos e dividimos um sentimento (o tal do amor).
Me pergunto como o sentimento mais bonito pode ser o mais doloroso, isso nem Freud explica.
Mas nessa onda de maça, uva, abacate, laranja... abusadas, taradas, bundudas, e saradas...
cadê a essência que realmente faz um homem valorizar uma mulher?
cadê o sentimento que faz a mulher ser valorizada por um homem?
Sei que muitas delas já devem ter sofrido, chorado, e pensado em amor eterno...
Talvez desistiram e resolveram descontar a dor malhando o corpo, mostrando o corpo, vendendo o corpo... Já dizia Caetano Veloso na música Dom de iludir: " Não me venha falar na malícia de toda mulher, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é... "
Não julgo, mas acredito que os pais de hoje tem uma função primordial ao educar seus filhos e filhas, para acalmar essa onda frutífera, para dar uma reviravolta em certos valores, para que o mundo futuramente não se torne uma enorme feira, onde as frutas aparentemente mais "gostosas" sejam escolhidas mesmo que seu sabor não seja tão bom quanto das outras.
domingo, 8 de abril de 2012
O que seria de nós sem nossos amigos?
Ultimamente tenho gastado grande parte do meu tempo pensando nisso,
tempo gasto em vão porque não existem palavras que consigam explicar o porquê de escolhermos certas pessoas para dividir certos momentos.
Dizem que o que une as pessoas são objetivos em comum, gostos em comum, e todas essas
outras coisas que só porque uma pessoa sente e a outra também dizemos " em comum".
Desde quando é comum, nós que temos apenas uma vida, escolher alguém e dizer: Vou dividir os melhores momentos da minha vida com você. Ps: e os piores também.
Isso não é comum, não em uma sociedade egoísta onde as pessoas querem tudo pra si,
só pensam em si e não gostam de dividir...
Acho muito bonito quem ainda salva essa tal amizade, quem se preocupa com o outro, quem diz " não é meu, nem seu, isso é nosso", quem adota os problemas alheios, quem adota a dor do outro e se pega sofrendo, se pega brigando com a vida por uma dor que não é sua?
E ainda dizem que isso quer dizer " em comum", loucura em comum só se for.
Pensem bem, amizade é dividir o único tempo que temos com algumas pessoas. Já que é assim então vamos escolher direito, contar no dedo, refletir, repensar, avaliar, analisar e sei lá mais o que!
Devia ter vestibular pra ser amigo, concurso público e toda forma da pessoa provar que é capaz de valorizar esse sentimento que vamos entregar a elas. Vamos chorar com elas, vamos rir, vamos guardar histórias que são únicas na nossa vida e o mínimo que pedimos é que sejam histórias que valham a pena. Espero que essas tais pessoas que eu escolhi saibam o valor que eu dou nelas e também o valor que eu dou em meus únicos momentos da minha única vida. Escolhi a dedo, escolhi pelo sorriso, pelo brilho no olhar, escolhi pelo abraço apertado e por todas as vezes que eu ouvi " você tem que ir", " você vai comigo", "sem você eu não vou", "você fez falta" e "eu não vou deixar fazerem isso com você". Escolhi pelo papo bom, pelo conselho torto (porém sincero), escolhi pela ressaca, e pelo botequim mais feio que eu já fui, escolhi pela festa mais chique e pelas fotos malucas no celular de um desconhecido. Escolhi por saber que posso ligar de madrugada, por saber que pode ser pra coisa boa e pra coisa ruim, escolhi por subir no palco e dançar funk, por dividir chocolate, por me fazer sorrir e por eu saber que independente do que, pra quê, eu sei que vai estar lá. E obrigada a quem, eu sei que também me escolheu... mesmo com essa forma torta de ser, essa pessoa torta que sou. Mesmo com o joelho ralado e a piração da madrugada, mesmo com o choro fora de hora que só eu sei dar, mesmo com essas tantas esperanças que carrego comigo. Eu vou ser feliz, e quem eu escolhi pra viver comigo vai ser também. O resto, o resto fica pra depois! Obrigada por quem me escolheu e eu agradeço a Deus por ter os escolhido. Amo vocês meus amigos, muito.
Devia ter vestibular pra ser amigo, concurso público e toda forma da pessoa provar que é capaz de valorizar esse sentimento que vamos entregar a elas. Vamos chorar com elas, vamos rir, vamos guardar histórias que são únicas na nossa vida e o mínimo que pedimos é que sejam histórias que valham a pena. Espero que essas tais pessoas que eu escolhi saibam o valor que eu dou nelas e também o valor que eu dou em meus únicos momentos da minha única vida. Escolhi a dedo, escolhi pelo sorriso, pelo brilho no olhar, escolhi pelo abraço apertado e por todas as vezes que eu ouvi " você tem que ir", " você vai comigo", "sem você eu não vou", "você fez falta" e "eu não vou deixar fazerem isso com você". Escolhi pelo papo bom, pelo conselho torto (porém sincero), escolhi pela ressaca, e pelo botequim mais feio que eu já fui, escolhi pela festa mais chique e pelas fotos malucas no celular de um desconhecido. Escolhi por saber que posso ligar de madrugada, por saber que pode ser pra coisa boa e pra coisa ruim, escolhi por subir no palco e dançar funk, por dividir chocolate, por me fazer sorrir e por eu saber que independente do que, pra quê, eu sei que vai estar lá. E obrigada a quem, eu sei que também me escolheu... mesmo com essa forma torta de ser, essa pessoa torta que sou. Mesmo com o joelho ralado e a piração da madrugada, mesmo com o choro fora de hora que só eu sei dar, mesmo com essas tantas esperanças que carrego comigo. Eu vou ser feliz, e quem eu escolhi pra viver comigo vai ser também. O resto, o resto fica pra depois! Obrigada por quem me escolheu e eu agradeço a Deus por ter os escolhido. Amo vocês meus amigos, muito.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Acredito que apesar de coisas ruins terem acontecido, sempre alguma coisa boa vai ter ficado.
Seja como aprendizado, ou como lembrança.
Certa vez uma pessoa me deu a indicação de um livro, disse que leu e que eu iria gostar.
Me lembro como se fosse hoje, comprei o livro. Claro.
E quer saber? gostei. Eu gostei demais! Acho até que essa pessoa conhecia um pouco os meus gostos - ou muito - vai saber...
Sei que de toda parte ruim que eu vivi, ficou sim uma coisa boa, esse livro.
E por isso, compartilho agora com vocês. Leiam, é muito bom.
" A saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."
Martha Medeiros
" Viver acaba sendo sem querer uma reinvenção tão bela quanto dramática de nós mesmos.
Cada dia que passa nos tornamos outra pessoa, mesmo que nem percebamos isso.
Outros gostos, outros anseios, e os dias passam...
No fim talvez a gente se torne exatamente aquilo que queríamos, que nossos pais queriam, que a sociedade queria...
Ou talvez sejamos tão bons fracassados quanto vitoriosos na arte de se tornar algo imprevisível.
Acredito que a vida não nos diz como será o amanhã, então porque nos cobram respostas futuras se nem ao menos
sabemos se chegaremos até lá?
Claro que é inocência pensar que nesse mundo de caos e cães podemos largar tudo e apenas fazer o que nos dar prazer.
Eu tento aliar uns aos outros, e assim acabo sentindo prazer por viver.
Viver pra sentir prazer. Tente."
" É preciso tempo. Nesse mundo onde a velocidade tem mostrado o valor das coisas,
quanto vale o tempo? Quanto vale o NOSSO tempo?
Tempo é dinheiro. Velho clichê.
E quantos clichês ouvimos por ai, será que realmente entendemos o que são?
Lixo moral cai sobre a gente todo dia, e nós continuamos seguindo...
Cada um pensando em si, caminhamos nessa idéia de humanidade.
Tudo bem, meus filhos nascerão e eu os educarei com meus valores.
Até que o amor os corrompa,ou a sociedade, ou o dinheiro, ou os amigos, ou então os inimigos...
Acho que moral já vem com a alma, Deus da a alma e de brinde a pessoa leva a moral.
Como brinde dura pouco, alguns ficam sem.
É, deve ser exatamente isso!
Hoje esperto é quem leva vantagem, em tudo.
Eu também furo fila, pensa que não?
Mas também sei deixar aquela velhinha linda de uns 80 anos passar na minha frente.
Depende do ponto de vista. Sei lá, se ja é dificil explicar -me imagina
explicar-te? Nem tento. "
"Mulheres.
Nós todas com o mundo dentro do peito.
Digo o mundo porque é assim que nos vejo, como sonhadoras,
como atarefadas, como complicadas e sensíveis, como oito e oitenta.
Quando a gente ama sai de baixo, é tudo ou nada.
Quando a gente quer, não pense que mudaremos de idéia. Queremos e ponto.
A gente sabe ver as coisas bonitas, a gente chora por tudo - ou por nada,
a gente incorpora personagens de novela, tomamos raiva do vilão e até
nos emocionamos em ver o casamento no último capítulo.
Enquanto os homens são massacrados por notícias esportivas e jogos de videogame violentos.
O mundo já não é violento o bastante pra quererem violência também na ficção?
Nós pelos menos - e ao contrário do que pensam - sabemos que coisas de novela não acontecem na vida real,
assitimos para distrair, para sonhar e pensar em como seria bom que fosse assim.
Mas depois colocamos o salto alto que da bolhas em nossos pés e seguimos em frente.
Enquanto acredito que alguns homens por mais que levantem do sofá e larguem seu videogame,
ainda continuam sendo meninos brincando de viver, brincando de amar e brincando de ser gente."
terça-feira, 3 de abril de 2012
" O que era tudo, hoje se tornou vazio. Se tornou tanto faz. Se tornou indiferente. Será mesmo? Será que se fosse real não faria diferença? Me faria sorrir, sim. Mas não me faria bem. Estranho. Sorrir e não fazer bem? Acontece. Não saber se quer é pior do que querer pra toda a vida. É dúvida. É medo. É saber que ainda se quer pra todo o sempre, mas é preciso deixar de querer. É preciso dizer que não quer. Seria melhor não querer, de verdade. Acreditar que não, dizer que não, pensar que não, gritar que não - NÃO NÃO NÃO -, não funciona. Quando for não, quando for um NÃO verdadeiro a alma canta, você acorda e pensa: " Bom dia, hoje e daqui em diante é NÃO." Mas até lá, o SIM - maldito - te acompanha, te incomoda, te confunde."
" Certa vez quis parar no tempo, naquele tempo. Bom tempo, meu tempo, era nosso. Era seu. Ainda é. Talvez eu não saiba. Talvez saber é o que eu não quero. Hoje não. A noite não. A noite, tudo - tudo mesmo - parece ser mais difícil. Não tem o sol lá fora te chamando pra viver, não tem as ruas movimentadas te chamando pra se distrair. Tem silêncio, tem saudade. As vezes tem esperança. E quando essa última ai tiver, ta tudo bem. Vai dar certo. Vai passar. Vai seguir. Recomeçar. Tá tudo bem. Tudo tá bem. Bem tudo tá. Tá tá tudo tudo bem bem, amém."
" O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo? " Clarice Lispector
É necessário que eu tenha a modéstia de viver... " Clarice Lispector
Romântica, vibrante, intensa.
Para explicar Clarice seria preciso que as palavras se reinventassem.
Vale a pena ler.
" Passam as horas, todas carregadas de saudade. Todas carregadas de passos falsos, sonhos caídos, cacos de vidro... Escuto o vento assobiar, e nos pedindo pra seguir...
Pra onde? Eu me pergunto Aonde Posso ir assim? Aos pedaços, pedaços de gente, pedaços de coisas que nunca foram, restos. As pessoas talvez nunca imaginaram como restos podem doer, até quando você percebe ser o resto, e quando você se olhar no espelho e se sentir assim, vai entender o quanto restos podem doer."
“Quando sabe-se que foi feito tudo, quando a gente vê a linha de chegada começamos a correr mais devagar, cansados, corremos... chegamos... aplausos, insultos, vitória ou decepção. Pra alguém ganhar, alguém perde. Sempre foi assim. Pra você ser contratado, alguém vai embora. Eu não tinha nada pra te oferecer, além de toda a felicidade que eu estava disposta a te dar. E era muita. Me lembro do sorriso, de como eu calava minha alegria, do abraço... hoje tenho um grito preso na garganta, parece que nunca vai passar. Eu to gritando, gritando, alguém me escuta e diz: “para com isso! Esquece!”.
Tô tentando, eu juro.”
“Quando se começa já achando que não vai da certo, quando se começa já achando que é difícil, quando se tem preguiça, quando se quer conforto, isso não é amor. O amor, não tem preguiça ele vive de vontades.
Ele é instinto, ele é horas dentro de um ônibus, ele é colchonete no chão, ele é caixas de bombom e emails de cinco páginas. Como posso eu achar que sei o que é amor? Eu acho que sei, eu queria saber, ou tudo que eu queria era não saber. Saber dói, saber dói muito. Enquanto há dúvida existe esperança. Depois talvez, só exista dor."
“Quem ama e não da certo se torna o resto de tudo aquilo que planejou que seria,
se torna escravo de memórias cada vez mais distantes, se torna descrente de um futuro indeciso.
Já não se aposta, já não se acredita em sorte, já não se espera o bom dia de um conhecido.
Bom dia? Pra quê?
Quando alguém enche seu coração de coisas que você nem sabia que existiam,
quando você está disposta a tudo por alguém, digo tudo, porque é assim.
O amor profundo e verdadeiro topa tudo,
já ouvi dizer que amor que é amor começa com um colchonete no chão de uma quitinete.
Acredito nisso.
Um colchonete na casa da sogra, um colchonete no porão do melhor amigo.
Se existe amor, pra que cama? Pra que luxo?
A gente aprende a deixar de ser a gente, tudo vira nós dois.
Você pensa em conjunto, faz planos em conjunto, e espera atitudes em conjunto.
É ai que você erra.
Esperas... de que valem nossas esperas? Nunca é o que a gente esperou.
Pensar que podemos entender o que se passa no coração alheio, como?
Se não entendemos primeiro o porque de entregar o nosso coração para um alheio.”
" Sou a favor de quem luta pelo que quer, quem liga de
madrugada, quem manda email, quem chora de dor,
de quem corre atrás, de quem vai até o limite.
Simpatia, macumba, oração.
Há vontade, há determinação.
Falta tanta sorte, falta tanta reciprocidade. Porquê?
Destino? Azar? Não era pra ser?
To cansada desse papo!
Deus não quer que seja assim?
Então porque me deu um coração cheio de amor?
Não coloquem Deus no meio.
É algo que eu fiz, algo que eu não fiz.
Tanto faz agora... já passou, já faz tempo.
Me lembro do sorriso, das expectativas, do que eu
pensei que fosse. Era bom. Muitas vezes era dor.
O tempo todo era saudade.
Hoje é só dor e saudade. Vai entender..."
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