sábado, 23 de junho de 2012

Andando sem rumo em um shopping deparei-me com uma feira de livros e então percebi que não estava tão sem rumo quanto pensava. Eu não sabia o que olhar, o que comprar e nem porquê, mas sabia que não sairia dali sem nada nas mãos. Quando encontrei um livro, perdido e único, dentre uma indecisão e outra de autores que eu sabia que com certeza o livro seria bom. Capa colorida com uma gaveta de madeira desenhada. O que teria ali dentro? Não conhecia a autora, e mesmo assim arrisquei na compra. Ao chegar no caixa tive a primeira de muitas surpresas, o livro custava apenas R$9,99. 
Feliz da vida fui para casa, mal sabendo o quanto tinha feito uma boa compra. O nome dela é Cláudia Laitano, jornalista de Porto Alegre e uma cronista de "mão cheia". Depois da leitura notei que tudo aquilo tinha sido uma surpresa pra mim, e desde então decidi apostar mais em coisas que eu não conheço. 
O livro se chama "Agora eu era", e retrata crônicas do cotidiano e assuntos polêmicos que foram manchetes tempos atrás. Mas o que mais me intrigou é que nos tempos atuais em o que dinheiro vale tão pouco, é possível fazer uma boa compra por apenas R$9,99. Claro que o livro merecia mais, o trabalho da autora merecia mais, mas se diminuir o preço é a melhor forma de levar cultura para uma população que apesar de "moderna" se mostra tão "humilde", que venham mais e mais feiras de livros por esse preço e eu com certeza estarei presente na maioria delas.

               
                                               


" Fiquei pensando em como todas as histórias de amor são parecidas - e como observar erros e acertos alheios não nos ensina a amar mais ou melhor - (...) Vivemos a época da auto-exposição e do voyeurismo. Para cada maluco querendo se mostrar, há outros dois milhões dispostos a espiar. Mas se existe alguma diferença entre as trevas e a luz, entre o tá-e-daí e o que pode nos levar a pensar é a possibilidade de extrairmos algum sentido de outras experiências individuais. Algo que ilumine um pouco nosso repertório comum de perplexidades e, com sorte, nos ofereça alguma pista sobre a intricada arte de reinventar a roda." 
Trecho retirado da crônica "A roda" de Cláudia Laitano

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