quinta-feira, 2 de agosto de 2012

REDE - vício - SOCIAL

É certo que hoje em dia grande parte das pessoas tem ao menos uma rede social. E o que era uma "mania da juventude" estendeu-se à mães, pais, tios, avós...
Me pergunto de onde surgiu essa necessidade das pessoas em compartilhar cada ação, sensação e sentimento com os outros. Amigos, primos, professores, colegas do curso de inglês, etc. Todos estão unidos, juntos no mesmo www.com, talvez distantes em Km, mas presentes no mundo virtual. Juntos, curtindo, comentando, compartilhando, conversando com conhecidos, desconhecidos, através do computador, tablet, celular... Pessoas que se conectam, trocam conhecimentos, informações, histórias. Trocam o tédio por companhia. Trocam a solidão por bem estar de desconhecidos, informações alheias e coisas sem muita importância cultural. Mas qual é o problema? O importante é não sentir-se sozinho! Hoje em dia estar solitário é crime, conversar consigo mesmo é loucura. SERÁ? Estamos na era da "não solidão". Como se ficar sozinho fizesse mal a saúde e por isso cada vez mais a internet é usada com o intuito de estar acompanhado sem precisar sair de casa. Manter-se off, hoje em dia? Não é possível. A vida cobra, os amigos, a sociedade. O boletim está no site da escola, pedir a pizza por telefone? Pra quê? entre no site da pizzaria. Tudo está conectado.

O que sempre me impressionou na internet é a forma de como ela diminui distâncias. E ao mesmo tempo que une pessoas, propõe entretenimento, mata a saudade, trás informações do outro lado do mundo, ela também causa ciúmes, brigas e gera polêmicas ( no caso das redes sociais). Algumas pessoas são julgadas, ou se julgam viciadas em redes sociais, jogos e alguns sites... Primeiro gostaria de esclarecer a definição de vício. Vício: do latim falha ou defeito. É um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Seu oposto é a virtude.

A verdade é que populações inteiras, continentes, países, sociedades com as mais diversas culturas e diferentes religiões sobreviveram séculos sem conhecer esse "mundo virtual", construíram famílias, tiveram amigos, e foram felizes. Porque hoje seria diferente? O que acontece é que toda e qualquer espécie está destinada a se acomodar. Conforme a modernização surgiu, a curiosidade das pessoas aumentou, elas aderiram ao mundo virtual e hoje estão acomodadas. Ninguém necessita de uma rede social para viver, como se fosse um combustível. Não é como um viciado em drogas. As pessoas se acostumam com certas coisas e passa a nomeá-las NECESSÁRIAS. Ultimamente a população segue a moda de twittar o tempo todo. "Lasanha no almoço", "Churrasco top na casa do Luiz", "Praia com a galera", etc. Ninguém faz mais nada antes de informar aos amigos do twitter e facebook. Tem gente que acha mais importante mostrar aos outros que vive momentos felizes do que viver esses momentos realmente. Talvez pessoas assim eu considere "viciadas", dignas de internação e tratamento psicológico. Remédios controlados, tarja preta, por favor. Tudo bem que dentre os 800 amigos do seu facebook também existam os que gostam de exibir cada passo do seu dia-a-dia aos outros, mas tenho fé que alguns desses mesmos 800 amigos tem um cérebro seletivo o suficiente pra acreditar que viver e ser plenamente feliz é a essência de ter uma vida boa. Não precisamos da aprovação alheia para nossos atos, não precisamos divulgar tanto nossa vida e sentimentos. Basta ter a consciência limpa. Isso basta, eu juro. Não devemos ter a necessidade de mostrar tudo para os outros, é claro que podemos compartilhar nossos bons momentos com pessoas queridas e importantes para nós, mas a essência é viver. Viver e guardar nossas lembranças no coração. Nossos amigos entenderão nosso sorrisos e nossas histórias mesmo sem postagens e sem fotos. A vida não espera por nós, ela acontece. Acontece o tempo todo. Acontece enquanto você está ai fuçando no facebook do outro. 
O mais importante é que você saiba da sua felicidade. Por isso viva, acredite e aproveite sua felicidade intensamente. Ao outro (amigo, primo, professor, colega, etc.) ficará o dever de escrever a própria história, fazer feliz os seus momentos e se preocupar em viver a própria vida.

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