domingo, 4 de novembro de 2012

Meus filhos 

Outro dia minha mãe me perguntou se eu quero casar e ter filhos, sim eu quero. E quero que sejam bem desobedientes. Ela riu, mas acho que não entendeu o que eu quis dizer. É claro que minha preocupação vai ser o dobro da preocupação de quem tiver aqueles filhos que abaixam a cabeça pra tudo, mas não me importo. Eu quero ser questionada do porque de minhas decisões, do porque eu digo sim pra uma coisa e não pra outra. Eu quero que eles demonstrem suas vontades, que eles fiquem bravos comigo, que eles gritem, que eles tentem me convencer, que eles errem e lá na frente que eles compreendam que eu eduquei eles pra vida e não pra mim. O mundo é muito mais difícil da porta da sala pra fora. Tem gente que não gosta de você, gente que tem inveja, gente que é egoísta, gente ruim. Tá cheio de gente ruim aí fora. E principalmente eu quero que meus filhos saibam distinguir, que eles saibam separar o que vale a pena do que é irrelevante. Quero que eles amem intensamente, que corram atrás do que fizer eles felizes, que eles sonhem. Mas que acordem na hora que perceberem que a vida chama por eles. Quero que eles mergulhem bem fundo nas suas decisões, que expressem seus sentimentos e que tenham acima de tudo força. Força para superar os dias ruins, força para perceberem que apesar de todos os apesares a vida sempre vai valer a pena.

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